segunda-feira, 11 de setembro de 2006
breguices ^^
Não há meio-termo possível. É preciso que tudo isso seja belo. É preciso que súbito tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser. É preciso, é absolutamente preciso que tudo seja belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços alguma coisa além da carne: que se os toque como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai-e dizer-vos que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e eja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então, nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca fresca (nunca úmida!) e também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas no enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes. Indispensável que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida a mulher se alteie em cálice, e que seus seios sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca e possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de 5 velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas e que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem, no entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Pés e mãos devem conter elementos góticos discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior a 37° centígrados podendo eventualmente provocar queimaduras do 1° grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes e de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e que se coloquem sempre para lá de um invisível muro da paixão que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos, ao abri-los ela não mais estará presente com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá; e que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber o fel da dúvida. Oh, sobretudo que ele não perca nunca, não importa em que mundo, não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade de pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre o impossível perfume; e destile sempre o embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina do efêmero; e em sua incalculável imperfeição constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.
'receita de mulher' adaptado - obvia e dubiamente - do vinicius
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
pelo telefone
- Falei o que???
- Ah, sim. Falei.
- Ainda gosto de você, óbvio.
- Não era pra parecer sincero. ERA, de fato, sincero.
- Oras, eu sai porque eu não me sentia bem-vinda na tua vida. Já que não era algo assim, digamos, vital, eu saí e passei a viver só. Você parecia realmente mais feliz. Daí eu não voltei mais.
- Ninguém precisou me dizer nada. Você deixou isso bem claro, lembra?
- E de quanto tempo você precisava? Parece que não me conhece, era só dizer o tempo, que eu esperava, oras. Mania de complicar as coisas...
- Acabou, é? Assim, bem no meio do meu sono? Desculpa, pequena, eu preciso dormir.
- Hm... diga.
- Ah, te deixou? Nossa, que horror, né!
- Sim, eu também falo sério. Eu realmente sinto muito por vocês. Digo, por você. Eu nunca compreendi o que leva uma pessoa a fazer esse tipo de coisa com alguém Ainda mais depois de dizer que te amava e tal. Sinceramente, não entendo.
- Hmm.
- ...
- Tô sim. Tô te ouvindo.
- Uhum.
- Hmm.
- ...
- ...
- Tô te ouvindo.
- Hmm.
- Uhum.
- Ei, pequ... Ei, pequena. É sério. Eu preciso dormir agora.
- Ah, eu senti um pouco no início, mas passou.
- Mesmo.
- Claro que sim, eu já te respondi isso. Não fico dizendo “eu te amo” pra qualquer um por aí.
- Mas ERA sincero!
- Era e é, oras.
- Não. Tô sem ninguém.
- Não.
- Não.
- Ainda não.
- Ah, sim. Uma hora eu tinha que aprender, né! Dizer não nem é tão difícil. Nem dói, vê? Aprendi também a me impor, a não deixar que tomem conta da minha vida e a selecionar o que vale a pena e o que não vale, o que me faz bem e o que não faz. Aaaaah, deixa eu te contar, lembra daquelas coisas que...
- Pequena?
- ...
- Pequena?
- ...
quinta-feira, 17 de agosto de 2006
Dos arquivos
Ne me dit jamais "pour tout la vie" si tu pense me quitter bientôt.
Ne me dit jamais "ça va" si tu pense me dire "au revoir".
Ne me dit jamais qui je suis la seulle si tu rêves à d'autre.
Ne me dit jamais qui tu ne veux pas me faire triste si tu le fait.
Un autre conseil - presque un demande:
Ne me dit jamais "je t'aime" si tu ne le pense pas vraiment, oui?
Tu me manque beaucoup et mon coeur est malade.. mais je ne t'oublier jamais.
Dizem que algumas coisas têm data de fabricação e prazo de validade bem definidos e que devem ser respeitados.
Eu discordo, tudo é relativo.
E repito: isso tudo continua em algum lugar indefinido entre o existencialismo sartriano e o ultraromantismo goetheano. E tenho dito.
Físicos e marxistas ortodoxos, não tentem me entender ^^
(Física quântica e Einstein estão fora de discussão, ok? =P)
E se você me entendeu é porque eu não me expressei bem, diria o mestre.
Como vai você?
segunda-feira, 24 de julho de 2006
momento barraqueira
e tenho dito.
domingo, 23 de julho de 2006
contabilizando...
ego: preciso de um novo, esse foi perda total;
estômago: finalmente espantei as borboletas que tavam por lá. elas fizeram uma sujeira q vocês não tem noção, viu?! porque, afinal, elas nunca souberam porque diabos alguém as colocou ali. aliás, o alvoroço todo que elas faziam devia ser mesmo pra tentar sair. vai saber. mas tá tudo em ordem por lá também.
fígado: um pouco maltratado, mas saiu ileso, sem maiores danos. acho.
mente: organizada de novo, finalmente!
fora isso, tenho que dar de um jeito no rombo que ficou na conta bancária, algumas marcas roxas pelo corpo e trabalhos atrasados. ah, e tem o super resfriado misterioso que apareceu - provavelmente - em decorrência da incrível baixa no meu sistema imunológico.
nada muito sobre-humano, vê?
no fim foi só mais um acidente.
entre mortos e feridos, a vida segue.
terça-feira, 18 de julho de 2006
segunda-feira, 17 de julho de 2006
às vezes eu canso de porralouquices comportadas.
às vezes eu canso de situações tranquilamente desesperadoras.
às vezes eu canso de dar atenção e receber atenção numa lógica de mão única o.O
às vezes eu canso de funcionar sozinha dependendo vitaliciamente de outréns.
às vezes eu canso de relaxar e curtir.
às vezes eu canso de viver anos em um mês.
ás vezes eu canso de ouvir, ouvir, ouvir...
às vezes eu canso de falar, falar, falar...
às vezes eu canso de sinceridades alcoolizadas.
às vezes eu simplesmente canso. assim, de uma hora pra outra.
tudo me é muito peculiar nesse meu jeito "facil", né?
afe, malditas borboletas no estômago, viu?!
sábado, 15 de julho de 2006
quinta-feira, 6 de julho de 2006
adoravel indefinição
- em algum lugar entre o ultra-romantismo goetheano e o existencialismo sartriano, entende?
- não
- não? então vc entende.
quarta-feira, 5 de julho de 2006
reciclando sentimentos..
tem gosto de carinho
tem cheiro de flor vermelha
e tem a alvura dos luares
né, srta cecília?
uma coisa boa, sabe..
um tanto ébria
que de tão boa
não sei..
é.. acontece.
(dos arquivos [des]personificados)
sábado, 10 de junho de 2006
E toda essa coisa de cobrança e satisfações me irritam muito. Muito mesmo.
- vê se eu tenho idade pra isso, né!
- tem sim.
- (suspiro) ¬¬
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Se bem que...
Efemeridades não me atraem tanto. Não tanto quanto atraiam antes.
Pode até desmanchar no ar, virar pó, se misturar a fuligem do ar da cidade. Só não pode ser efêmero na essência, nem vago na poesia. Deve fazer o coração formigar, o sangue balançar e as pernas baterem mais fortes. Deve me deixar confusa e acabar com toda essa caretice.
Experimentações vagas, "arte pela arte", vaidade à venda.. isso não presta.
Mas.. do que eu tava falando mesmo? Ah, de teatro.
É.
E tenho dito!
(ponto)
quarta-feira, 31 de maio de 2006
De cuidar da saúde, fazer academia todos os dias e controlar a alimentação.
De fazer uma coisa de cada vez e cada uma delas a seu tempo.
De acreditar em "tempo" como a cura pra todos os males e solução para todos os problemas.
De pensar antes mesmo de pensar em agir. E depois de agir também.
De preferir qualidade a quantidade. Em tudo.
De evitar pessoas baixo-naipe.
De evitar o que me faz mal e me dedicar ao que me faz bem.
De fazer valer a pena e esperar retorno de tudo.
De dar retorno para tudo e todos, ainda que negativo.
De levar trabalho pra casa.
De ir a reuniões de condomínio.
De me preocupar com a minha imagem e a minha moral.
De sublimar problemas alheios e dar proporção real aos meus. E resolvê-los sozinha, de preferência.
De finalmente entender por que "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida".
E de saber que não vai ser eterno, posto que é chama, mas que pode ser infinito enquanto durar.
É. Talvez eu não tenha encaretado taaanto assim.
E, veja bem, talvez ter arranjado alguém chamado saudade não seja tããão ruim assim, meu bem.
^^
domingo, 28 de maio de 2006
“Veja bem, meu bem, arranjei alguém chamado Saudade”
É.
De tornar-se "careta".
Envelheci.
Antes só que mal acompanhada.
Melhor o certo que o duvidoso.
Mil anos a dez.
Rabugices.
Espanta-marido.
É.
Encaretei.
De dormir cedo e acordar cedo.
Fazer tudo que tem pra fazer.
Ouvir os pais e valoriza-los acima de tudo.
Pensar em estabilidade.
Não se preocupar com coisas dos outros.
Ser mais eu.
É. Encaretei!
De viver de saudade.
De me satisfazer com lembranças.
Cinema aos sábados à noite e filmes em casa aos domingos.
De visitar os amigos já casados e felizes.
Ter afilhados por encomenda.
Apadrinhar os primos.
É. Encaretei mesmo.
De apreciar Garota de Ipanema em francês e os boleros de Ravel.
De ouvir Chopin antes de sair de casa, enquanto toma banho.
De se arrepiar com o Lago dos Cisnes e com o Quebra-Nozes.
De amar as descrições intermináveis de Virgínia Wolf.
De levar casacos a mais pra não passar frio mais tarde.
De preferir uma taça de vinho de 20 reais a uma garrafa de 5.
De preferir uma taça de vinho a uma garrafa.
De valorizar o conteúdo em detrimento da forma.
De usar “em detrimento de”.
¬¬
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Tous ces "toujours",
C'est pas net, ça joue des tours,
Ca s'approche sans se montrer,
Comme un traître de velours,
Ca me blesse, ou me lasse, selon les jours
L'amour, hum hum, ça ne vaut rien,
Ça m'inquiète de tout,
Et ça se déguise en doux,
Quand ça gronde, quand ça me mord,
Alors oui, c'est pire que tout,
Car j'en veux, hum hum, plus encore,
Pourquoi faire ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
A quoi bon se laisser reprendre
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade!
domingo, 23 de abril de 2006
domingo, 9 de abril de 2006
Fim da linha. Você se vê tranquilamente parado em pé à beira de um abismo, com as mãos nos bolsos, olhando o mundo do outro lado se afastar. O abismo fica ainda maior, o que já não importa mais. O mundo do lado de lá parece cada vez menor e insignificante.
O que impera no momento é um sentimento de missão cumprida. Você respira fundo e fala pra si mesmo: "Viu? Eu sabia". Você foi precavido, cauteloso e mostrou a responsabilidade que todos sempre esperaram de você.
Parado - tranquilamente parado - com as mãos nos bolsos, o coração em ritmo normal, afinal você não caiu despenhadeiro abaixo. Você está vivo. Sem adrenalina ou emoção mais forte, afinal em nenhum momento você se arriscou.
Ritmo normal, pois se você tivesse deixado a coisa correr um pouquinho mais rápido o tombo ia ser grande, com certeza. Mas não. Você se conteve - como deveria ser - pra não se machucar mais tarde.
E voilà! Você está vivo! Parado tranquilamente à beira do abismo.
Parado. Numa tranqüilidade insana.
Por um lado, você se reprimiu e se privou de muita coisa, mas, pelo menos, não caiu despenhadeiro abaixo por pessoas ou causas que, muitas vezes, não valiam um tropeção seu.
Mãos nos bolsos, você respira fundo mais uma vez. Mais uma vez a sensação de que fez tudo certo - como deveria ser. Uma insanidade tranqüila e só.
Sem repressão, cautela, ou essa (maldita) responsabilidade que acompanha você desde o berço - como deve ser - você teria caído. Não estaria mais vivo, mas teria vivido.
Talvez. Não se sabe.
E se o abismo fosse o caminho pro céu? Afinal, as coisas do mundo têm certa tendência a se inverter sem aviso.
Talvez. Não se sabe.
Com as mãos no bolso, eu me retiro. E você?
...
sexta-feira, 7 de abril de 2006
segunda-feira, 3 de abril de 2006
sábado, 1 de abril de 2006
Hierarquia de valores.
Se você tentar hierarquizar é a uma inversão que você vai chegar.
Pode testar!
E tenho dito.
terça-feira, 28 de março de 2006
Oh yes, wait a minute Mr. postman
Wait!
Wai-ai-ai-ait Mr. postman
Mr. postman look and see
You got a letter in your bag for me (please please Mr.
po-o-o-stman)
I've been waiting such a long time
Since I heard from that girl of mine.
There must be some word today-ay-ay
From my girlfriend so far away
Please Mr. postman look and see
If there's a letter, a letter for me.
I've been standing here waiting Mr. postman
So-o-o patiently
For just a card or just a letter
Saying she's returning home to me.
\o\ \o/ /o/
tudo 'sussa'
É.. acontece.
Mas tudo bem.
Pior seria se pior fosse, já diria um outro sábio.
sexta-feira, 10 de março de 2006
^^
Acho que entendo o que você quis me dizer, mas existem outras coisas..
Consegui meu equilibrio cortejando a insanidade. Tudo está perdido, mas existem possibilidades.
Tínhamos a ideia, mas você mudou os planos.
Tínhamos um plano, você mudeou de idéia.
Já passou. Já passou.. Quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo. Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguem percebe é o que todo mundo sabe. Não entendo o terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto. Não acredito em nada além do que duvido. você espera respostas que eu não, mas não vou brigar por causa disso.
Até penso duas vezes, se você quiser ficar..
Minha laranjeira verde por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada.
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço. enquanto o caos segue em frente, com toda a calma do mundo..
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
autista
mas eu não tenho motivos.
Soluções?
também não.
Sento na beira de estrada enquanto o mundo gira e gira e gira..
Fecho os olhos e fico tonta.
Tudo bem, deve ser o vinho.
sábado, 4 de fevereiro de 2006
sábado, 21 de janeiro de 2006
tpm
pode não ser assim, mas é o q eu sinto. às vezes. sabe como é, né.
é nessas horas q eu vejo q eu devia ter pego carona na tua mala ;\
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
sábado, 3 de dezembro de 2005
stranger(s) in the night
pq sinatra é o cara.
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Parangolé
Carambola
Meu coração
O olhar dele
Tirou meu chão
Truque de pôquer
Blefar em vão
Valendo um ponto
Cavilação
Carambola
Adstrigente
Formato
Estrela
Um céu diferente
O olhar dele
Tão convincente
Só quero asas
Daqui pra frente
terça-feira, 11 de outubro de 2005
Acento Agudo
e colocou a corda
no pescoço.
Uma última olhada
na carta de despedida
presa no espelho
da penteadeira.
Letras caprichadas
escritas com a mesma
tinta
vermelha
com que corrigia as provas
de redação dos
alunos.
Faltava o acento
na palavra suicídio.
Deu um passo à frente
para consertar o erro
e ficou balançando no ar.
Morreu amargurado
com aquela falha.
sergio ribeiro de castro
quinta-feira, 22 de setembro de 2005
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
plágio ;P
Um gay hetero, porque eu não vou querer ver ele sofrendo por homens um dia, depois que a gente terminar e virar melhor amigo um do outro.
domingo, 4 de setembro de 2005
hilda..
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua de estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.
Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser aranhas e formigas.
Que este amor só me veja de partida.
é.. acontece.
autodestruição, sabe..
Pronto. Agora as pessoas já podem me acusar das coisas. E com razão.
¬¬
quarta-feira, 31 de agosto de 2005
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
Entre um café e outro.
Sozinhas, por vezes, morrem sem ter prestado qualquer serviço. Uniões estáveis e harmoniosas garantem a sua sobrevivência. Por isso, talvez, a nossa dificuldade em definir coisas com poucas palavras. Também daí, talvez, a nossa dificuldade em combiná-las conforme nosso gosto. Elas têm quase vida própria.
Neste aspecto, a srta Lispector e eu concordamos: não é muito seguro se envolver com algo que tenha vida própria. Sabe como é..
Dos conceitos..
Provincianismo não. Acomodação, eu diria. Sedentarismo mental.
Todo anacronismo será castigado!
Mente fértil, quando sã, dá fruto. Se criar raiz, é caso perdido.
É insanidade. É demência.
E tenho dito.
segunda-feira, 18 de julho de 2005
De volta (parte 2) =)
Primeira parada: Blumenau.
Lá, a zebra virou gazela, o equilibrista conduziu a bêbada e a sanidade foi pro brejo, junto com a vaca. Acho que nem mais um resquício. (ok, internas ¬¬)
É nessas horas que eu lembro do Pirandello: a Terra só começou a girar depois que a gente descobriu isso. Antes, isso não fazia a menor diferença e todos eram felizes e ninguém era queimado na fogueira por conta de divergências.
Sabe, vou escrever minhas memórias póstumas. Assim, eu serei chamada, no máximo, de louca.
Sei lá. Divagações. Devaneios. Demência. Dediaedenoite.
quarta-feira, 13 de julho de 2005
de volta =)
Acontece =|
No mais, disseram que tenho 'placas' na garganta. E isso parece nojento.
De duas, uma: ou é o início de uma inflamação, ou são aquelas coisas entaladas na garganta que eu levei pra São Pedro, lembram?
Voltei de lá e não pus pra fora ainda. Vai saber, né?
Mas não tão incomodando. Nem as 'placas' e nem as coisas que levei comigo e não pus pra fora. E não devia ser assim. Enfim..
.. idéias soltas. Fecha essa janela e volta ao trabalho, vai!
sexta-feira, 8 de julho de 2005
quinta-feira, 2 de junho de 2005
quarta-feira, 1 de junho de 2005
domingo, 29 de maio de 2005
...
Parecia que faltava parte. Todavia se a parte ali estivesse não mais seria ela. Pra onde apontaria? Quem sabe segurava o manto pesado, que outrora o artista fixou. Quem sabe embalava uma cria. A cria foi-se e levou junto o que lhe era de posse: a extensão do seio. Pudera o próprio artista criador fazer uso da falsa autonomia e dar fim numa parte imperfeita. É sabido que o gesto leve duma afrodite jamais tomaria a devida forma na rude pedra.
Disseram que o milico usou de força para arrancá-la do pedestal. Não porque estivesse fixa ali, mas porque o apaixonado camponês juntou seu peso ao dela. Tanto pesava a pedra mais o camponês, pesava também o coração do coitado depois disso. Peso morto: a pedra e o coração. Levaram-lhe o coração. Deixaram uma pedra no lugar.
Ele acenou. Ela não retribuiu.
Das noites insones...
terça-feira, 10 de maio de 2005
Às minhas estrelinhas. 'Os Especiais'.
Eles estão ficando velhos. Sorte minha que meu amor de criatura é bastante grande, daqueles que vê envelhecer e não envelhece. 'A Especial' da vez nem é tão mais velha assim. Dezenove anos..
Está chegando o dia em que vamos preferir venturas a aventuras. Quiçá este dia demore! Quantas foram as aventuras! Brincadeiras de roda.. Sem rodas, em fila. Os Escravos de Jó fizeram parte da minha adolescência. Aposto que da sua também!
Vençamos o ideal de andar caminhos planos! Com vinhos e paçocas, caipirinhas e outras bebidinhas, andar em linha reta já é bastante!
Entre passeios e conversinhas, um banquinho pra repousar as forças. Na Lagoa? Perfeito. A que faremos ode hoje? Senhorita Natasha, sugira o tema, por obséquio.
Roubadas! Sobre estas me faltam palavras e transbordam lembranças. Pra você também? As roubadas marcaram uma época e duas vidas.
Entre desenganos e compensações, a vida vai se equilibrando. No descompasso da orquestra das coisas do mundo, o equilibrio desordenado de timbres e tons e tempos encontram a sua ordem. Desequilibrados.
Doce coração o seu. A maior das virtudes! Uma criatura dócil, daquelas que Dostoiévski não conheceu.
Rasgar seda não está entre as minhas habilidades. Quisera eu redigir um soneto de aniversário, mas quão ingênua e audaciosa fui por tentar competir com o "Soneto de Aniversário" dele.
Fica aqui minha homenagem. E que 'passem-se dias, horas, meses, anos'...
domingo, 1 de maio de 2005
remoto controle
Embrianguez sem sentido. Sem sentidos.
Queda.
sexta-feira, 22 de abril de 2005
dos pecados capitais
Egoísmo (ou negligência, ou orgulho):
Quando se diz 'Vamos conversar?', lê-se 'Agora eu estou precisando de você.. me aceita de volta? Não me importo se você precisou de mim enquanto eu te ignorava..'
Negligência (ou egoísmo, ou orgulho):
Quando se diz 'Eu sempre gostei de ti e você sempre soube disso', lê-se 'Eu não aceito que seja só uma amizade'.
Orgulho (ou egoísmo, ou negligência):
Quando se diz 'Não me sinto mais a vontade contigo', lê-se 'Só agora percebi que eu tava alimentando algo que não exisia'
¬¬
E não me venham com 'Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas'..
quarta-feira, 13 de abril de 2005
Entre utilidades e inutilidades, eis as descobertas da semana:
- café dá celulite.. o_O
- criação de personagem faz mal à sua saúde mental
- subjetividade demais irrita
- exercícios de criação de personagem comprometem sua integridade psicológica e psiquiátrica
- stanislawski era um cara sem noção
- existem muito mais pessoas sem noção no mundo do que você imagina
- gente feliz por perto em época de tpm pode ser desastroso
- é impossível comer no ru por mais de 4 dias seguidos
- é real a existência do ufsc semidireto saída sul, não foi um sonho
- calor/verão/sol-do-meio-dia são coisas odiáveis
- ódio, ainda que na pele de um personagem, é o pior sentimento que existe
- preciso de um aparelho de dvd
- meu computador tem uma entrada usb
- a torta de ricota do básico é menos ruim do que a de limão (do básico também)
- é verdadeira a entrevista da yara baungarten na veja o_O
- ser jornalista é mais fácil e mais divertido do que eu imaginava
- ser uma pessoa cênica (não frustrada e com bom senso) é infinitamente mais complicado do que eu imaginava
- quanto mais tempo você tem, menos coisas você faz
e hoje ainda é quarta feira..
segunda-feira, 11 de abril de 2005
Para um domingo, até que foi um dia tranquilo. Me sinto tranquila, incrivelmente tranquila.
E - também incrivelmente - meu celular ainda tá vivo. Sobreviveu com bravura às agressões recentes. Tadinho.
Postagens da série 'Os Especiais' sempre vem com atraso. Mas desta vez, apesar da boa vontade e do considerável atraso, não há clima =\
sexta-feira, 1 de abril de 2005
quinta-feira, 31 de março de 2005
domingo, 20 de março de 2005
(Para perpetuar o que está sendo)
Não tem nome de amor. Nem é celeste
Ou terreno. Isso de mim é marulhoso
E tenro. Dançarino também. Isso de mim
É novo: Como quem come o que nada contém.
A impossível oquidão de um ovo.
Como se um tigre
Reversivo,
Veemente de seu avesso
Cantasse mansamente.
Não tem nome de amor. Nem se parece a mim.
Como pode ser isto? Ser tenro, marulhoso
Dançarino e novo, ter nome de ninguém
E preferir ausência e desconforto
Para guardar no eterno o coração do outro.
Cantares do sem nome e de partidas
Hilda Hilst
De tanto te pensar, Sem Nome, me veio a Ilusão.
A mesma ilusão
Da égua que sorve a água pensando sorver a lua.
De te pensar me deito nas aguadas
E acredito luzir e estar atada
Ao fulgor do costado de um negro cavalo de cem luas.
De te sonhar, Sem Nome, tenho nada
Mas acredito em mim o ouro e o mundo.
De te amar, possuída de ossos e de abismos
Acredito ter carne e vadiar
Ao redor dos teus cimos. De nunca te tocar
Tocando os outros
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando só tenho patas e focinho.
Do muito desejar altura e eternidade
Me vem a fantasia de que Existo e Sou.
Quando sou nada: égua fantasmagórica
Sorvendo a lua n’água.
Hilda Hilst
terça-feira, 15 de março de 2005
mais pieguice x)
Foi ontem, mas ainda tá valendo. Mais uma da lista d'Os Especiais'.
Especial porque ela namora e ainda assim mantém contato comigo. Porque ela tem um namorado que é legal comigo. Porque ela enche minha caixa de mensagem em tardes ociosas. Porque ela me surpreende com emails espontâneos e que quase sempre me fazem chorar. Porque ela tem paciência comigo e é solidária em épocas de tpm. Porque ela tem tpm também e procura a minha solidariedade ;P
Porque ela entrava no mirc às 3 da manhã pra falar comigo. Porque um espelho de classe aleatório nos deixou uma na frente da outra e a gente começou a conversar do nada. Porque ela é do bem. Porque ela é fiél e confiável. Porque ela é prestativa. Porque a gente tem muita história pra contar. Porque ela já riu muito comigo. Porque ela já chorou muito comigo.
Porque ela é minha amiga, simplesmente.
Daquelas que você sente que é pra vida toda, sabe?
E porque ela merece toda a felicidade do mundo.
Feliz aniversário é o que se diz, não? ;P
Te amo, Juh!
Sem contar o menino simpático que faz Música e o garoto que me chingou inconscientemente lá no jornalismo. O mesmo nome.
Ou o povo tá muito sem criatividade, ou eu vou começar a acreditar em coincidências.
terça-feira, 8 de março de 2005
sexta-feira, 4 de março de 2005
pieguice... x)
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e
a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,
que não admite a rivalidade,e
eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos e
o quanto minha vida depende de suas existências...
Alguns deles não procuro,
basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar!
Muitos deles estão lendo esta crônica e
não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes,
quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio Vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo,andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam ou
talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
é isso..
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
with love, nanni e os gatos.
*saudades*
terça-feira, 22 de fevereiro de 2005
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
Mamãe veio dizer hoje que o vizinho - conhecido pela alcunha de 'vizinho amarelo' - continua a incomodar a vizinhança pacata de São Pedro de Alcântara. Ele insiste em esclarecer o - já reluzente - mal entendido do sábado de carnaval.
Morador por morador, ele perguntou sobre o acontecido, e de todos ouviu a mesma resposta. Foi chamado de doente, neorótico, louco e mal educado.
Cheguei a ficar com peso na consciência por ter induzido o cidadão a se auto humilhar daquele jeito.
Senti pena.
Tava aqui pensando a respeito do episódio. Ele ameaçou, gritou, xingou. Destratou meus amigos e propôs que resolvessem a questão como homens, 'na porrada'.
Boçal.
Senti raiva.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005
memórias..?
quem disse isso foi Nietzsche...
e quem sou eu pra duvidar, não é mesmo?
terça-feira, 1 de fevereiro de 2005
barulhos..
Eu nunca tinha notado que existiam grilos cá na cidade também.
Eu gostava mais quando eu era meio surda.
Vou lá arrancar o dia 1º de fevereiro da minha agenda pra não fazer volume.
Dá vontade de arrancar uns outros dias também, mas já tem coisas escritas neles.
Dias ruins.
domingo, 30 de janeiro de 2005
quinta-feira, 27 de janeiro de 2005
Ode (em prosa) to my family..
Mamãe se autodenomina uma pessoa 'difícil'. Eu me acho alguém de fácil convivência, o que facilita bastante as coisas. Tanto que mamãe já notou que não adianta querer fazer rolo comigo, porque eu não compro briga e evito discussões (além de eu ser uma garota comportada). No fim, quando ela implica com algo e resolve começar a falar (e ela fala *muito*), acaba em monólogo.
Já a Hellen faz competição com mamãe pra ver quem fala mais. E geralmente quando elas resolvem falar ao mesmo tempo, dificilmente alguma delas tem razão. É nessa hora que eu entro cortanto os exageros verbais de ambas. Enquanto elas discutem sobre de quem é a culpa pela desordem da casa, eu estou organizando as coisas. As vezes, o estopim da discórdia é o momento que eu comunico que vou sair pra algum lugar. Mamãe tanto faz que me convence a ficar em casa (sem pedir isso diretamente, é claro). Ela necessita de mais respostas do que uma criança na fase dos 'porquês' e arma um verdadeiro drama quando vem me visitar (de surpresa) e eu não tô em casa. Noutras vezes, mamãe é capaz de tecer um tratado verbal da moral e dos bons costumes a partir de um comentário de poucas palavras que eu faço em relação a qualquer coisa aleatória, sobre alguém desconhecido, muitas vezes insignificantes (o alguém e o comentário). Extremamente conservadora, finge não ver muitas coisas. Ela sabe, mas suportar a confirmação vai além de suas forças.
Incrível como entre nós, as coisas são compartilhadas muitas vezes pelo olhar. Ou até pela falta de coragem pra encarar olho a olho. E nestes momentos, sabiamente, ela nota que palavras seriam demais e desnecessárias. Talvez ela finalmente tenha entendido o que eu queria dizer com 'confie na educação que você me deu'. Ou talvez ela tenha percebido que não há mais o que acrescentar. Ou, quem sabe, ela tenha pensado 'essa não tem mais jeito'. haha
Brincadeiras à parte, antes eu acreditava que ela pecava por não conhecer todas as minhas faces. Isso isentava-a de grande parte da culpa, mesmo porque eu nunca fiz questão de mostrar meu lado mais obscuro. Esta idéia parece ter amadurecido e tomou nova forma. Hoje, eu acredito que de fato ela sabe da existência do tal lado desconhecido, mas reconhece o respeito que se manifesta na minha opção por escondê-lo. Afinal o que os olhos não vêem o coração não sente, não é mesmo? Taciturnidade... simples assim.
Divagações... Não lembro se eu queria chegar nalgum lugar quando comecei a escrever isso.
Aliás, acho que escrevi demais.
sábado, 22 de janeiro de 2005
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
Sabe-se que há um número infinito de mundos, simplesmente porque há uma quantidade de espaço infinita para que estejam dentro. Entretanto, muitos deles não são habitados. Conseqüentemente, deve haver um número finito de mundos habitados. Todo número finito dividido pela infinidade é tão próximo a nada; como não existe probabilidade de criação, assim, a população média de todos os planetas no universo pode ser dita como zero. Disto segue que a população do universo é também zero, e que alguns povos que você puder encontrar de tempos em tempos são meramente o produto da sua imaginação."
mas.. mas..
hmm
terça-feira, 11 de janeiro de 2005
Of whom do I have the honour? :)
Iimwamihel
Fascism is not defined by the number of its victims, but by the way it kills them.
Breakdowns can create breakthroughs. Things fall apart so things can fall together.
One of the chief misfortunes of honest people is that they are cowardly.
A child learns to discard his ideals, whereas a grown-up never wears out his short pants.
Kindness is more than deeds. It is an attitude, an expression, a look, a touch. It is anything that lifts another person.
When Demosthenes was asked what were the three most important aspects of oratory, he answered, ''Action, Action, Action.''
Life at the top is financially rewarding, spiritually draining, physically exhausting, and short.
My most brilliant achievement was my ability to be able to persuade my wife to marry me.
With the fearful strain that is on me night and day, if I did not laugh I should die.
Nine-tenths of the existing books are nonsense and the clever books are the refutation of that nonsense.
Woman submits to her fate man makes his.
If this is coffee, please bring me some tea but if this is tea, please bring me some coffee.
One man is as good as another until he has written a book.
The government who robs Peter to pay Paul can always depend on the support of Paul.
The infectiousness of crime is like that of the plague.
There is no indispensable man.
The men who learn endurance, are they who call the whole world, brother. Friends are as companions on a journey, who ought to aid each other to persevere in the road to a happier life.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2005
Apelo =P
É.. eu consegui a façanha de quebrar a minha ;~ Ela era amarela, mas eu gostava dela. E agora tô tomando nescafé com leite, porque não tem mais onde fazer café de verdade =(
=PP haha
Taciturnidade... simples assim.
Mas com pessoas, cujo mundo gira segundo uma dimensão 'ene' desconhecida (a qual nem M. C. Escher explica), fica difícil de dar certo.
O que mais me preocupa em publicar qualquer coisa, daqui pra frente, é que tudo que eu disser pode ser modificado (segundo o período de rotação do mundo do interlocutor) e utilizado contra mim.
Ok, eu devia ter cuidado disso antes.
obs.: tudo o que está escrito neste post significa exatamente o que está escrito. Simples assim.
-ei, você, quê tá olhando?
-nada, nada.
domingo, 9 de janeiro de 2005
com vocês, srta fiascos!
Mas não tentem isso em casa, crianças.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2005
\o/\o/\o/
E viva a boemia! E a bohemia tbm! =P
domingo, 2 de janeiro de 2005
recadinhos..
mas deixemos as broncas de lado... COMO TU TÁ, CABEÇÃO?
DeH - *ferias* diz:
EU TOH OTIMA, ORA ESSA!
(...)
auei diz:
pegou um dançarino de axé por aí, foi?
auei diz:
UIHAuihUIAH
DeH - *ferias* diz:
uehuehuhue
(...)
DeH - *ferias* diz:
tem falado / bebido com o povo do jornalismo?
DeH - *ferias* diz:
quando eu voltar eu quero *FESTA*
DeH - *ferias* diz:
dia 18, jah agenda com o povo
(...)
auei diz:
pc em casa, ou lan house?
DeH - *ferias* diz:
em casa
DeH - *ferias* diz:
com net larga \o/
(...)
auei diz:
tem café da elite amanha, deh! vêm!! =PPpPPpp
DeH - *ferias* diz:
haha
DeH - *ferias* diz:
*vem
DeH - *ferias* diz:
=PpppPp
DeH - *ferias* diz:
soh pra num perder o costume ;D~
(...)
auei diz:
e papai e mamae? como tão?
auei diz:
tão aí?
DeH - *ferias* diz:
nao
DeH - *ferias* diz:
papai foi comprar comida
DeH - *ferias* diz:
a mae deve tar5 faznedo coisas-que-as-maes-fazem
DeH - *ferias* diz:
leo tava no pc ateh agora ha pouco
DeH - *ferias* diz:
tah todo mundo bem
DeH - *ferias* diz:
todo mundo feliz
(...)
auei diz:
a propósito, FELIZ ANO NOVO!
DeH - *ferias* diz:
- toh morrendo de saudades, cara! - vai minha tristeza, diz pra
ela, que sem ela nao pode ser :~~~]
DeH - *ferias* diz:
ah, isso isso!
DeH - *ferias* diz:
FELIZ ANO NOVO!
DeH - *ferias* diz:
MT SEXO EEEEEEEEEEEEEEEEE
auei diz:
deus te ouça, amiga
(...)
DeH - *ferias* diz:
manda beijo pra todo mundo, avisa que eu toh sem credito - nao
envio msgs nem recebo ligações - e diz que eu amo muito todo mundo!
DeH - *ferias* diz:
- parapápápápápá
(...)
DeH - *ferias* diz:
opiseh poiseh
DeH - *ferias* diz:
[CENSURADO PELA DIREÇÃO DESTE BLOG!]
DeH - *ferias* diz:
\o/
haha
não exatamente nessa ordem, mas estão dados os recados! =)
sexta-feira, 24 de dezembro de 2004
Se eu acordar metamorfoseada num inseto, amanha de manhã, é porque Kafka já previra. Dêem os créditos a ele por mim.
E até ontem eu ainda me perguntava 'por que o que esse cara escreve tanto me atrai?'
(nanni se olhando no espelho)... pessoa estranha.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
blog, enfadonho blog...
Festa da elite rendeu o que tinha q render =D Entre declarações e confissões... entre cervejas e vinhos... tudo saiu conforme era esperado. Essa turma é o que há.
Passagens por lugares obscuros no decorrer da semana se encarregaram de descarregar as baterias (que já estavam no fim).
Depois de jurar pra quem quisesse ouvir que as roubadas estariam fora da minha rotina diária, e ainda assim ver que elas permaneceram firmes, fortes e insistentes, só me resta concluir que são elas que vêm atrás de mim. Aposto que a Thayse concorda comigo.
No mais, agora tô me sentindo em férias \o/
Fazendo muito nada e lendo muita coisas entre utilidades e inutilidades. Tô surrealmente tranquila.
Vou lá pra sacada. Me sinto bizarramente idosa nessas horas. Ponho uma cadeira na sacada e me acomodo: de pijama, com uma xícara de café lendo a parte policial da folha de S. Paulo (a mais divertida), em pleno domingo, às 3 da manhã. Nas férias. Bizarro, dizaí!
domingo, 12 de dezembro de 2004
Headache.
Dor no peito. Estranho.
Meu estômago tá podre. Não consegui nem tomar café. Mas a Brahma até que desceu bem =D
Encerramento do semestre cênico, na quarta: tequila. E pra passar a queimação na garganta, dá-lhe cerveja.
Forró na quinta: dia light, só uma Bohemia.
Encerramento do semestre jornalístico, com amigo secreto, na sexta: Rajska, cervejas, marlboros, mais rajska, mais cerveja, mais marlboros e mais um pouco de Rajska. Que horror =P
Há algumas horas: mini reunião com truco, calouros da agronomia (adoro esse curso), Brahmas e café.
Pra amanhã: povo cênico quer fechar o ano com chave de ouro (denovo) com festa na casa do Toni. Essa promete!
Segunda-feira: festa da elite em São Pedro, uma terra distante, longe da civilização. Já existem 20 Brahmas lá na casa à nossa espera.
Se eu sobreviver, volto aqui pra contar como termina esta história.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2004
Era tal o mistério dessa noite que agora mesmo, escrevendo na minha sala noturna, sinto os cabelos se me içarem de leve, como se fosse sentir novamente sobre eles a mão macia da lua cheia.
(...)
Transpus, ansiado, a distância familiar que me levava para alguma coisa que sentia vir mas não sabia o que era. Em casa, galguei rápido as escadas para o meu quarto no primeiro andar, e fui sentar-me ofegante à escrivaninha antiga, a mesma que tenho hoje, a mesma que suportou na infância o peso da minha ambição de ser poeta. A janela estava aberta, e em sua moldura a lua viera se postar, os olhos cravados em mim.
Não sei como foi, mas sei que foi diferente de tudo o que sentia antes. Meus ouvidos, como conchas, pareciam recolher os ruídos mais longínquos do mar que estilhaçava em mim. Ouvi o sopro da noite, o cair das folhas, o germinar das plantas que boliam fora, na mata próxima ao Corcovado, e ali perto, no jardim. Pombas vazaram do meu coração, deixando-me dentro, a se debater, a grande ave inimiga que me feria com suas asas querendo sair também, fugir, voar para longe. Senti-me sem peso, sem dimensão, sem matéria. Meu ser volatilizou-se para a lua, transformado ele próprio em substância lunar. E comecei a escrever como nunca dantes, liberto de métrica e rima, algo que era eu mas que era também diferente de mim; algo que eu tinha e de que não participava, como um fogo-fátuo a crepitar da minha carne em agonia.
Linha por linha, como psicografado, o poema 'o meu primeiro poema' começou a brotar de mim.
'O ar está cheio de murmúrios misteriosos...'
... é ... hm ... é ... vinicius ;~
Inexplicável, senão indizível. Simples assim.
(Texto completo disponível aqui)
acabando,
Falta parir um último trabalho. O último.
Essa história de fim da primeira fase soa muito surreal ainda. Era tanta substância orgânica, tantas plantinhas com suas partes e subpartes, tanto número e tanta fórmula. Tanto tempo e tanta dor de cabeça. Tanta doação, tanta privação. Dedicação. Medo.
Tudo foi canalizado em prol dum sonho. Um tiro no escuro. Um passo para dentro da neblina.
Pra evitar qualquer frustração, comecei sem expectativas. Terminei com menos ainda. O que será dagora em diante? Ou melhor, SE for, o que será?
Bom, não sei.
Só sei que "férias" é a palavra. É o que há no momento.
Conforme eu já havia previsto, estas estão sendo as duas semanas mais longas da minha vida.
E - como se fosse necessário um motivo assim - na sexta rola bebedeira, vulgo comemoração, pelo fim do semestre na federal. =D
Estou na expectativa pra saber onde eu vou acordar no sábado.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2004
Acho que o Francisco de Oliveira (bem esse mesmo, o cara d'O Ornitorrinco') andou lendo muito Dostoiévski. O cara tenta (limita-se aí à tentativa) explicar economia com frases cheias de apostos e parênteses e considerações/desconsiderações.
Isso te faz reler todo o parágrafo pra poder lembrar o que ele tava querendo (limita-se aí à vontade dele) explicar. Só que mais uma vez o cara não colabora, porque o último parágrafo que eu li ocupa três páginas. o_O
Pensando bem, mesmo se fosse uma edição ilustrada acho que eu não iria enrtender. ¬¬
Só pra não perder o costume: odeio pseudoprofessores de Comunicação e Realidade Socioeconômica e Política Brasileira I.
E odeio ornitorrincos também.
terça-feira, 30 de novembro de 2004
amanhã promete
pra revitalizar as forças
pra renovar o espírito
eu carecia de pô-lo no colo
apertar pra bem junto de mim
sentir o calor
a vibração
coração com coração
tum.. tum.. tum.. ouve?
sente?
imagina?
sonha?
sentir o arrepio
suspiro sombrio
relaxa só de pensar
traz café
apaga a luz,
liga o som,
deita aqui,
me faz dormir
isso é legião?
foi quase sem querer
quase te pus longe do meu lado
por um momento te fiz em mil pedaços
noutro sentimos juntos o vento no litoral
tínhamos apenas dezesseis
eu dizia 'ainda é cedo'
e você já sabia há tempos
que tudo aconteceria antes das seis
eu sereníssima, você paciente
não foi tempo perdido
perfeição.
segunda-feira, 29 de novembro de 2004
Do you like me standing there
Do you notice, do you know,
Do you see me, do you see me
Does anyone care?
tu tu ru tu.. tu tu ru tu.. tu tu ru tu.. tu tu ru tu...
opa, já tá gravando?
hmm..
Fim de semana furado. Sexta feira me mobilizei até o Itacorubi especialmente pra buscar o material do seminário e o grupo furou comigo. NINGUÉM, além de mim, do grupo de OITO pessoas tinha o material pronto ¬¬
Pra sexta a noite roubadas mil. Casa da DeH foi o ponto escolhido, mas o povo furou, sabe ¬¬
A segunda opção foi na trindade, e serviu pra não quebrar a tradição de roubadas dos últimos 254521358451864 fins de semana ¬¬
Pelo menos tínhamos vodocas ;~
Sábado furado. Muita coisa pra fazer. Pouca coisa feita de fato. Domingo furado. Muita coisa pra fazer. Pouca coisa feita de fato.
Algo me diz que as próximas duas semanas serão as mais longas da minha vida. E tomara que essa minha incapacidade para confeccionar bons textos se corrija em menos de 4 anos ¬¬ Ou pelo menos que a preguiça passe.
No mais.. ah.. Thayse, Danny, DeH e Viros: you´re so fucking special, people! ;*
"Pasolini transou com Sade, mas Kaufman soube amá-lo"
Esse foi o programa de sábado. Digo, eu vi 'Contos Proibidos do Marquês de Sade' no sábado. O do Kaufman. Bastante filtrado e romântico, poupa o espectador até nas palavras. A direção de arte foi impecável. Os atores não deixaram a desejar. O padre era a porta para o mau caminho, senão o mau caminho em pessoa xP
O filme é bom, embora eu esperasse *mais* em questão de conteúdo.
Ele não fala do Marquês de Sade, mas sim reflete toda a hipocrisia de uma sociedade pautada pelo moralismo, onde qualquer pessoa, entre quatro paredes, age de forma incoerente.
Momento "você sabia que..?": a mãe do Marquês de Sade era freira.
Determinismo é furada =P
quarta-feira, 24 de novembro de 2004
"Os homens estão sozinhos na terra, essa é a desgraça! 'Há alguma alma viva sobre a terra?', grita o bogatir russo. Eu, que não sou bogatir, grito o mesmo, e ninguém dá sinal de vida. Dizem que o Sol dá vida ao universo. O Sol está nascendo, olhem para ele, por acaso não é um cadáver? Tudo está morto e há cadáveres por toda parte. Os homens estão sozinhos, rodeados pelo silêncio - isso é a terra!. 'Homens, amai-vos uns aos outros' - quem disse isso? De quem é esse mandamento? O pêndulo bate de um modo insensível, nauseante. São duas horas da madrugada. suas botinhas estão junto à cama, como se esperassem por ela... Não, falo sério, quando a levarem amanhã, o que vai ser de mim?"
Fim
Precisa mais?
sábado, 20 de novembro de 2004
é que eu preciso dizer que te amo...
cabeças diferentes.
Diferentemente parecidas.
Sou uma feliz continuação de você.
Não espere que sejamos iguais,
a linha a vida não se faz em círculos.
Batalhadora, guerreira, forte.
Correta, sensível, emotiva.
Prestativa e incansável.
Frágil, ingênua. Aprendiz e professora.
Meu coração exala gratidão!
Mas não só.
Transbordo de orgulho e alegria,
Eu posso olhar pra ti e dizer "minha mãe!"
E a nenhuma outra da mesma forma.
Isso é uma bênção.
Insisto em dizer:
Minha família é meu tripé
Minhas conquistas são SUAS conquistas
Regalo-as em especial a ti, mãe.
As palavras me faltam nessas horas em que algo quero expressar.
Minhas atitudes nunca foram bem vistas, eu sei.
Ao passo que nada posso contra isso.
A mim, me serves de exemplo,
meus ideais de vida, no entanto, são outros.
És o espelho para o meu comportamento
e base para os meus conceitos.
As marcas do tempo vão ficando
No físico, elas ainda se mostram sutis, suaves..
na alma, são profundas, atrozes.
O tempo nos ensina coisas da vida...
espero adquirir sabedoria em dimensão semelhante à tua.
No entanto, foste tu que me ensinastes a mais nobre das lições.
Tu me apresentastes ao mais precioso dos sentimentos.
Foi através de ti que conheci o amor e seus significados.
O mínimo que te ofereço em troca, é o resultado do meu aprendizado,
além do respeito e da ternura como subprodutos.
Isto tudo deveria ser repetido ao fim de cada dia.
Mas hoje me parece um dia especial e propício para tamanha pieguice.
"Feliz Aniversário" é o que se diz, não? =)
Isso foi devidamente manuscrito e será entregue ao destinatário em questão, mais um da lista d'Os Especiais'. Embora não seja esse o costume. xP
quinta-feira, 18 de novembro de 2004
;~
Depois de atravessar muitos caminhos
Um homem chegou a uma estrada clara e extensa
Cheia de calma e luz.
O homem caminhou pela estrada afora
Ouvindo a voz dos pássaros e recebendo a luz forte do sol
Com o peito cheio de cantos e a boca farta de risos.
O homem caminhou dias e dias pela estrada longa
Que se perdia na planície uniforme.
Caminhou dias e dias
Os únicos pássaros voaram
Só o sol ficava
O sol forte que lhe queimava a fronte pálida.
Depois de muito tempo ele se lembrou de procurar uma fonte
Mas o sol tinha secado todas as fontes.
Ele perscrutou o horizonte
E viu que a estrada ia além, muito além de todas as coisas.
Ele perscrutou o céu
E não viu nenhuma nuvem.
E o homem se lembrou dos outros caminhos.
Eram difíceis, mas a água cantava em todas as fontes
Eram íngremes, mas as flores embalsamavam o ar puro
Os pés sangravam na pedra, mas a árvore amiga velava o sono.
Lá havia tempestade e havia bonança
Havia sombra e havia luz.
O homem olhou por um momento a estrada clara e deserta
Olhou longamente para dentro de si
E voltou.
Ao invés de Ivan Lima, Vinicius.
É o que há!
quarta-feira, 17 de novembro de 2004
Eu chorei ouvindo uma amiga minha me contar que o ex-namorado da amiga dela mandou uma carta toda bonitinha de feliz aniversário pra amiga dela. Conheço a garota só de ouvir falar. O garoto eu nem sabia que existia, até então. Mas eu chorei.
Ah.. mamãe e eu estamos de mal também.
E hoje choveu.
O mundo consp... tá, eu sei que o mundo não gira em volta de mim.
domingo, 14 de novembro de 2004
Morreeeeeu! O mamute morreeeeeeu!
Tentava e tentava e não podia festar.
A nanni, sua amiguinha, foi lhe ajudar.
E em São Pedro foi lhe enfiar.
ha-ha-ha-ha
E o que aconteceu?
Roubaaaadaaaaaaaa. A Marian foi numa roubaaaaaadaaaaaa!
Vamos levar a Danny junto. ¬¬
