segunda-feira, 17 de julho de 2006
às vezes eu canso de porralouquices comportadas.
às vezes eu canso de situações tranquilamente desesperadoras.
às vezes eu canso de dar atenção e receber atenção numa lógica de mão única o.O
às vezes eu canso de funcionar sozinha dependendo vitaliciamente de outréns.
às vezes eu canso de relaxar e curtir.
às vezes eu canso de viver anos em um mês.
ás vezes eu canso de ouvir, ouvir, ouvir...
às vezes eu canso de falar, falar, falar...
às vezes eu canso de sinceridades alcoolizadas.
às vezes eu simplesmente canso. assim, de uma hora pra outra.
tudo me é muito peculiar nesse meu jeito "facil", né?
afe, malditas borboletas no estômago, viu?!
sábado, 15 de julho de 2006
quinta-feira, 6 de julho de 2006
adoravel indefinição
- em algum lugar entre o ultra-romantismo goetheano e o existencialismo sartriano, entende?
- não
- não? então vc entende.
quarta-feira, 5 de julho de 2006
reciclando sentimentos..
tem gosto de carinho
tem cheiro de flor vermelha
e tem a alvura dos luares
né, srta cecília?
uma coisa boa, sabe..
um tanto ébria
que de tão boa
não sei..
é.. acontece.
(dos arquivos [des]personificados)
sábado, 10 de junho de 2006
E toda essa coisa de cobrança e satisfações me irritam muito. Muito mesmo.
- vê se eu tenho idade pra isso, né!
- tem sim.
- (suspiro) ¬¬
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Se bem que...
Efemeridades não me atraem tanto. Não tanto quanto atraiam antes.
Pode até desmanchar no ar, virar pó, se misturar a fuligem do ar da cidade. Só não pode ser efêmero na essência, nem vago na poesia. Deve fazer o coração formigar, o sangue balançar e as pernas baterem mais fortes. Deve me deixar confusa e acabar com toda essa caretice.
Experimentações vagas, "arte pela arte", vaidade à venda.. isso não presta.
Mas.. do que eu tava falando mesmo? Ah, de teatro.
É.
E tenho dito!
(ponto)
quarta-feira, 31 de maio de 2006
De cuidar da saúde, fazer academia todos os dias e controlar a alimentação.
De fazer uma coisa de cada vez e cada uma delas a seu tempo.
De acreditar em "tempo" como a cura pra todos os males e solução para todos os problemas.
De pensar antes mesmo de pensar em agir. E depois de agir também.
De preferir qualidade a quantidade. Em tudo.
De evitar pessoas baixo-naipe.
De evitar o que me faz mal e me dedicar ao que me faz bem.
De fazer valer a pena e esperar retorno de tudo.
De dar retorno para tudo e todos, ainda que negativo.
De levar trabalho pra casa.
De ir a reuniões de condomínio.
De me preocupar com a minha imagem e a minha moral.
De sublimar problemas alheios e dar proporção real aos meus. E resolvê-los sozinha, de preferência.
De finalmente entender por que "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida".
E de saber que não vai ser eterno, posto que é chama, mas que pode ser infinito enquanto durar.
É. Talvez eu não tenha encaretado taaanto assim.
E, veja bem, talvez ter arranjado alguém chamado saudade não seja tããão ruim assim, meu bem.
^^
domingo, 28 de maio de 2006
“Veja bem, meu bem, arranjei alguém chamado Saudade”
É.
De tornar-se "careta".
Envelheci.
Antes só que mal acompanhada.
Melhor o certo que o duvidoso.
Mil anos a dez.
Rabugices.
Espanta-marido.
É.
Encaretei.
De dormir cedo e acordar cedo.
Fazer tudo que tem pra fazer.
Ouvir os pais e valoriza-los acima de tudo.
Pensar em estabilidade.
Não se preocupar com coisas dos outros.
Ser mais eu.
É. Encaretei!
De viver de saudade.
De me satisfazer com lembranças.
Cinema aos sábados à noite e filmes em casa aos domingos.
De visitar os amigos já casados e felizes.
Ter afilhados por encomenda.
Apadrinhar os primos.
É. Encaretei mesmo.
De apreciar Garota de Ipanema em francês e os boleros de Ravel.
De ouvir Chopin antes de sair de casa, enquanto toma banho.
De se arrepiar com o Lago dos Cisnes e com o Quebra-Nozes.
De amar as descrições intermináveis de Virgínia Wolf.
De levar casacos a mais pra não passar frio mais tarde.
De preferir uma taça de vinho de 20 reais a uma garrafa de 5.
De preferir uma taça de vinho a uma garrafa.
De valorizar o conteúdo em detrimento da forma.
De usar “em detrimento de”.
¬¬
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Tous ces "toujours",
C'est pas net, ça joue des tours,
Ca s'approche sans se montrer,
Comme un traître de velours,
Ca me blesse, ou me lasse, selon les jours
L'amour, hum hum, ça ne vaut rien,
Ça m'inquiète de tout,
Et ça se déguise en doux,
Quand ça gronde, quand ça me mord,
Alors oui, c'est pire que tout,
Car j'en veux, hum hum, plus encore,
Pourquoi faire ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
A quoi bon se laisser reprendre
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade!
domingo, 23 de abril de 2006
domingo, 9 de abril de 2006
Fim da linha. Você se vê tranquilamente parado em pé à beira de um abismo, com as mãos nos bolsos, olhando o mundo do outro lado se afastar. O abismo fica ainda maior, o que já não importa mais. O mundo do lado de lá parece cada vez menor e insignificante.
O que impera no momento é um sentimento de missão cumprida. Você respira fundo e fala pra si mesmo: "Viu? Eu sabia". Você foi precavido, cauteloso e mostrou a responsabilidade que todos sempre esperaram de você.
Parado - tranquilamente parado - com as mãos nos bolsos, o coração em ritmo normal, afinal você não caiu despenhadeiro abaixo. Você está vivo. Sem adrenalina ou emoção mais forte, afinal em nenhum momento você se arriscou.
Ritmo normal, pois se você tivesse deixado a coisa correr um pouquinho mais rápido o tombo ia ser grande, com certeza. Mas não. Você se conteve - como deveria ser - pra não se machucar mais tarde.
E voilà! Você está vivo! Parado tranquilamente à beira do abismo.
Parado. Numa tranqüilidade insana.
Por um lado, você se reprimiu e se privou de muita coisa, mas, pelo menos, não caiu despenhadeiro abaixo por pessoas ou causas que, muitas vezes, não valiam um tropeção seu.
Mãos nos bolsos, você respira fundo mais uma vez. Mais uma vez a sensação de que fez tudo certo - como deveria ser. Uma insanidade tranqüila e só.
Sem repressão, cautela, ou essa (maldita) responsabilidade que acompanha você desde o berço - como deve ser - você teria caído. Não estaria mais vivo, mas teria vivido.
Talvez. Não se sabe.
E se o abismo fosse o caminho pro céu? Afinal, as coisas do mundo têm certa tendência a se inverter sem aviso.
Talvez. Não se sabe.
Com as mãos no bolso, eu me retiro. E você?
...
sexta-feira, 7 de abril de 2006
segunda-feira, 3 de abril de 2006
sábado, 1 de abril de 2006
Hierarquia de valores.
Se você tentar hierarquizar é a uma inversão que você vai chegar.
Pode testar!
E tenho dito.
terça-feira, 28 de março de 2006
Oh yes, wait a minute Mr. postman
Wait!
Wai-ai-ai-ait Mr. postman
Mr. postman look and see
You got a letter in your bag for me (please please Mr.
po-o-o-stman)
I've been waiting such a long time
Since I heard from that girl of mine.
There must be some word today-ay-ay
From my girlfriend so far away
Please Mr. postman look and see
If there's a letter, a letter for me.
I've been standing here waiting Mr. postman
So-o-o patiently
For just a card or just a letter
Saying she's returning home to me.
\o\ \o/ /o/
tudo 'sussa'
É.. acontece.
Mas tudo bem.
Pior seria se pior fosse, já diria um outro sábio.
sexta-feira, 10 de março de 2006
^^
Acho que entendo o que você quis me dizer, mas existem outras coisas..
Consegui meu equilibrio cortejando a insanidade. Tudo está perdido, mas existem possibilidades.
Tínhamos a ideia, mas você mudou os planos.
Tínhamos um plano, você mudeou de idéia.
Já passou. Já passou.. Quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo. Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguem percebe é o que todo mundo sabe. Não entendo o terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto. Não acredito em nada além do que duvido. você espera respostas que eu não, mas não vou brigar por causa disso.
Até penso duas vezes, se você quiser ficar..
Minha laranjeira verde por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada.
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço. enquanto o caos segue em frente, com toda a calma do mundo..
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
autista
mas eu não tenho motivos.
Soluções?
também não.
Sento na beira de estrada enquanto o mundo gira e gira e gira..
Fecho os olhos e fico tonta.
Tudo bem, deve ser o vinho.