domingo, 30 de janeiro de 2005

Fw: ...

from the Yellow Pages in 2002 Rap Lyrics

in 1921 Israel & Palestine



quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

Ode (em prosa) to my family..

Estranho o modo como as coisas funcionam aqui em casa.
Mamãe se autodenomina uma pessoa 'difícil'. Eu me acho alguém de fácil convivência, o que facilita bastante as coisas. Tanto que mamãe já notou que não adianta querer fazer rolo comigo, porque eu não compro briga e evito discussões (além de eu ser uma garota comportada). No fim, quando ela implica com algo e resolve começar a falar (e ela fala *muito*), acaba em monólogo.
Já a Hellen faz competição com mamãe pra ver quem fala mais. E geralmente quando elas resolvem falar ao mesmo tempo, dificilmente alguma delas tem razão. É nessa hora que eu entro cortanto os exageros verbais de ambas. Enquanto elas discutem sobre de quem é a culpa pela desordem da casa, eu estou organizando as coisas. As vezes, o estopim da discórdia é o momento que eu comunico que vou sair pra algum lugar. Mamãe tanto faz que me convence a ficar em casa (sem pedir isso diretamente, é claro). Ela necessita de mais respostas do que uma criança na fase dos 'porquês' e arma um verdadeiro drama quando vem me visitar (de surpresa) e eu não tô em casa. Noutras vezes, mamãe é capaz de tecer um tratado verbal da moral e dos bons costumes a partir de um comentário de poucas palavras que eu faço em relação a qualquer coisa aleatória, sobre alguém desconhecido, muitas vezes insignificantes (o alguém e o comentário). Extremamente conservadora, finge não ver muitas coisas. Ela sabe, mas suportar a confirmação vai além de suas forças.
Incrível como entre nós, as coisas são compartilhadas muitas vezes pelo olhar. Ou até pela falta de coragem pra encarar olho a olho. E nestes momentos, sabiamente, ela nota que palavras seriam demais e desnecessárias. Talvez ela finalmente tenha entendido o que eu queria dizer com 'confie na educação que você me deu'. Ou talvez ela tenha percebido que não há mais o que acrescentar. Ou, quem sabe, ela tenha pensado 'essa não tem mais jeito'. haha
Brincadeiras à parte, antes eu acreditava que ela pecava por não conhecer todas as minhas faces. Isso isentava-a de grande parte da culpa, mesmo porque eu nunca fiz questão de mostrar meu lado mais obscuro. Esta idéia parece ter amadurecido e tomou nova forma. Hoje, eu acredito que de fato ela sabe da existência do tal lado desconhecido, mas reconhece o respeito que se manifesta na minha opção por escondê-lo. Afinal o que os olhos não vêem o coração não sente, não é mesmo? Taciturnidade... simples assim.

Divagações... Não lembro se eu queria chegar nalgum lugar quando comecei a escrever isso.
Aliás, acho que escrevi demais.

sábado, 22 de janeiro de 2005

eu tinha algo pra escrever aqui.. (...)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

Sabe-se que há um número infinito de mundos, simplesmente porque há uma quantidade de espaço infinita para que estejam dentro. Entretanto, muitos deles não são habitados. Conseqüentemente, deve haver um número finito de mundos habitados. Todo número finito dividido pela infinidade é tão próximo a nada; como não existe probabilidade de criação, assim, a população média de todos os planetas no universo pode ser dita como zero. Disto segue que a população do universo é também zero, e que alguns povos que você puder encontrar de tempos em tempos são meramente o produto da sua imaginação."


mas.. mas..
hmm

re[6]:

I'll wait you Free Games Hungry Liberians Franckly speaking

in 1955 Mariah Carey



terça-feira, 11 de janeiro de 2005

caralho! o_O

Não fui eu que postei isso aí embaixo.

Só espero que não seja algo do tipo "essa mensagem de auto-destruirá em 5 (quê é isso?), 4(hmm?), 3(ai meu deus!), 2 (vou apagar isso), 1 (acho que conseg..)

*BUM*





que medo

Of whom do I have the honour? :)

Groovy :)



darker

shred

Iimwamihel

Fascism is not defined by the number of its victims, but by the way it kills them.
Breakdowns can create breakthroughs. Things fall apart so things can fall together.
One of the chief misfortunes of honest people is that they are cowardly.

A child learns to discard his ideals, whereas a grown-up never wears out his short pants.

Kindness is more than deeds. It is an attitude, an expression, a look, a touch. It is anything that lifts another person.

When Demosthenes was asked what were the three most important aspects of oratory, he answered, ''Action, Action, Action.''

Life at the top is financially rewarding, spiritually draining, physically exhausting, and short.

My most brilliant achievement was my ability to be able to persuade my wife to marry me.

With the fearful strain that is on me night and day, if I did not laugh I should die.

Nine-tenths of the existing books are nonsense and the clever books are the refutation of that nonsense.

Woman submits to her fate man makes his.

If this is coffee, please bring me some tea but if this is tea, please bring me some coffee.

One man is as good as another until he has written a book.

The government who robs Peter to pay Paul can always depend on the support of Paul.
The infectiousness of crime is like that of the plague.
There is no indispensable man.

The men who learn endurance, are they who call the whole world, brother. Friends are as companions on a journey, who ought to aid each other to persevere in the road to a happier life.
injunction

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Apelo =P

Alguém quer me dar uma garrafa de café, daquelas térmicas, de presente de aniversário?

É.. eu consegui a façanha de quebrar a minha ;~ Ela era amarela, mas eu gostava dela. E agora tô tomando nescafé com leite, porque não tem mais onde fazer café de verdade =(









=PP haha

Taciturnidade... simples assim.

Sempre me utilizei de acordos tácitos para resolver meus problemas e mal-entendidos. Pra evitar chateações, dores de cabeça, insônias e pra manter meu bom humor, basicamente.
Mas com pessoas, cujo mundo gira segundo uma dimensão 'ene' desconhecida (a qual nem M. C. Escher explica), fica difícil de dar certo.

O que mais me preocupa em publicar qualquer coisa, daqui pra frente, é que tudo que eu disser pode ser modificado (segundo o período de rotação do mundo do interlocutor) e utilizado contra mim.

Ok, eu devia ter cuidado disso antes.



obs.: tudo o que está escrito neste post significa exatamente o que está escrito. Simples assim.



-ei, você, quê tá olhando?
-nada, nada.

domingo, 9 de janeiro de 2005

com vocês, srta fiascos!

Fora a consciência pesada, acordei bem. Sem dor de cabeça, sem dor de estômago, sem maiores estragos.

Mas não tentem isso em casa, crianças.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

\o/\o/\o/

Três vivas pras duas pessoinhas especiais que fizeram a minha noite de ontem ser muito fóda! (embora não literalmente =P)

E viva a boemia! E a bohemia tbm! =P

domingo, 2 de janeiro de 2005

recadinhos..

auei diz:
mas deixemos as broncas de lado... COMO TU TÁ, CABEÇÃO?
DeH - *ferias* diz:
EU TOH OTIMA, ORA ESSA!

(...)

auei diz:
pegou um dançarino de axé por aí, foi?
auei diz:
UIHAuihUIAH
DeH - *ferias* diz:
uehuehuhue

(...)

DeH - *ferias* diz:
tem falado / bebido com o povo do jornalismo?
DeH - *ferias* diz:
quando eu voltar eu quero *FESTA*
DeH - *ferias* diz:
dia 18, jah agenda com o povo

(...)

auei diz:
pc em casa, ou lan house?
DeH - *ferias* diz:
em casa
DeH - *ferias* diz:
com net larga \o/

(...)

auei diz:
tem café da elite amanha, deh! vêm!! =PPpPPpp
DeH - *ferias* diz:
haha
DeH - *ferias* diz:
*vem
DeH - *ferias* diz:
=PpppPp
DeH - *ferias* diz:
soh pra num perder o costume ;D~
(...)

auei diz:
e papai e mamae? como tão?
auei diz:
tão aí?
DeH - *ferias* diz:
nao
DeH - *ferias* diz:
papai foi comprar comida
DeH - *ferias* diz:
a mae deve tar5 faznedo coisas-que-as-maes-fazem
DeH - *ferias* diz:
leo tava no pc ateh agora ha pouco
DeH - *ferias* diz:
tah todo mundo bem
DeH - *ferias* diz:
todo mundo feliz

(...)

auei diz:
a propósito, FELIZ ANO NOVO!
DeH - *ferias* diz:
- toh morrendo de saudades, cara! - vai minha tristeza, diz pra
ela, que sem ela nao pode ser :~~~]

DeH - *ferias* diz:
ah, isso isso!
DeH - *ferias* diz:
FELIZ ANO NOVO!
DeH - *ferias* diz:
MT SEXO EEEEEEEEEEEEEEEEE
auei diz:
deus te ouça, amiga

(...)

DeH - *ferias* diz:
manda beijo pra todo mundo, avisa que eu toh sem credito - nao
envio msgs nem recebo ligações - e diz que eu amo muito todo mundo!

DeH - *ferias* diz:
- parapápápápápá

(...)

DeH - *ferias* diz:
opiseh poiseh
DeH - *ferias* diz:
[CENSURADO PELA DIREÇÃO DESTE BLOG!]
DeH - *ferias* diz:
\o/





haha

não exatamente nessa ordem, mas estão dados os recados! =)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2004

"ao acordar naquela manhã de sonhos perturbadores, Gregor Samsa viu-se transformado..."

Se eu acordar metamorfoseada num inseto, amanha de manhã, é porque Kafka já previra. Dêem os créditos a ele por mim.
E até ontem eu ainda me perguntava 'por que o que esse cara escreve tanto me atrai?'

(nanni se olhando no espelho)... pessoa estranha.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

blog, enfadonho blog...

sobrevivi =P

Festa da elite rendeu o que tinha q render =D Entre declarações e confissões... entre cervejas e vinhos... tudo saiu conforme era esperado. Essa turma é o que há.
Passagens por lugares obscuros no decorrer da semana se encarregaram de descarregar as baterias (que já estavam no fim).
Depois de jurar pra quem quisesse ouvir que as roubadas estariam fora da minha rotina diária, e ainda assim ver que elas permaneceram firmes, fortes e insistentes, só me resta concluir que são elas que vêm atrás de mim. Aposto que a Thayse concorda comigo.

No mais, agora tô me sentindo em férias \o/

Fazendo muito nada e lendo muita coisas entre utilidades e inutilidades. Tô surrealmente tranquila.

Vou lá pra sacada. Me sinto bizarramente idosa nessas horas. Ponho uma cadeira na sacada e me acomodo: de pijama, com uma xícara de café lendo a parte policial da folha de S. Paulo (a mais divertida), em pleno domingo, às 3 da manhã. Nas férias. Bizarro, dizaí!

domingo, 12 de dezembro de 2004

Insônia.
Headache.
Dor no peito. Estranho.

Meu estômago tá podre. Não consegui nem tomar café. Mas a Brahma até que desceu bem =D
Encerramento do semestre cênico, na quarta: tequila. E pra passar a queimação na garganta, dá-lhe cerveja.
Forró na quinta: dia light, só uma Bohemia.
Encerramento do semestre jornalístico, com amigo secreto, na sexta: Rajska, cervejas, marlboros, mais rajska, mais cerveja, mais marlboros e mais um pouco de Rajska. Que horror =P
Há algumas horas: mini reunião com truco, calouros da agronomia (adoro esse curso), Brahmas e café.
Pra amanhã: povo cênico quer fechar o ano com chave de ouro (denovo) com festa na casa do Toni. Essa promete!
Segunda-feira: festa da elite em São Pedro, uma terra distante, longe da civilização. Já existem 20 Brahmas lá na casa à nossa espera.

Se eu sobreviver, volto aqui pra contar como termina esta história.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

Lembro-me que à meia-noite, bem alto, na estrada de Orion, brilhava uma lua como nunca vi mais cheia, a cabeleira solta, os seios nus, o olhar de louca a me varar o peito de súplicas e doestos.
Era tal o mistério dessa noite que agora mesmo, escrevendo na minha sala noturna, sinto os cabelos se me içarem de leve, como se fosse sentir novamente sobre eles a mão macia da lua cheia.
(...)
Transpus, ansiado, a distância familiar que me levava para alguma coisa que sentia vir mas não sabia o que era. Em casa, galguei rápido as escadas para o meu quarto no primeiro andar, e fui sentar-me ofegante à escrivaninha antiga, a mesma que tenho hoje, a mesma que suportou na infância o peso da minha ambição de ser poeta. A janela estava aberta, e em sua moldura a lua viera se postar, os olhos cravados em mim.
Não sei como foi, mas sei que foi diferente de tudo o que sentia antes. Meus ouvidos, como conchas, pareciam recolher os ruídos mais longínquos do mar que estilhaçava em mim. Ouvi o sopro da noite, o cair das folhas, o germinar das plantas que boliam fora, na mata próxima ao Corcovado, e ali perto, no jardim. Pombas vazaram do meu coração, deixando-me dentro, a se debater, a grande ave inimiga que me feria com suas asas querendo sair também, fugir, voar para longe. Senti-me sem peso, sem dimensão, sem matéria. Meu ser volatilizou-se para a lua, transformado ele próprio em substância lunar. E comecei a escrever como nunca dantes, liberto de métrica e rima, algo que era eu mas que era também diferente de mim; algo que eu tinha e de que não participava, como um fogo-fátuo a crepitar da minha carne em agonia.

Linha por linha, como psicografado, o poema 'o meu primeiro poema' começou a brotar de mim.

'O ar está cheio de murmúrios misteriosos...'



... é ... hm ... é ... vinicius ;~
Inexplicável, senão indizível. Simples assim.



(Texto completo disponível aqui)
Acho que vou ficar a vida inteira sofrendo o ônus por ter nascido atrasada. As coisas não andam muito sincronizadas/reguladas por aqui.

acabando,

Semestres estão acabando. Acabando.
Falta parir um último trabalho. O último.

Essa história de fim da primeira fase soa muito surreal ainda. Era tanta substância orgânica, tantas plantinhas com suas partes e subpartes, tanto número e tanta fórmula. Tanto tempo e tanta dor de cabeça. Tanta doação, tanta privação. Dedicação. Medo.
Tudo foi canalizado em prol dum sonho. Um tiro no escuro. Um passo para dentro da neblina.
Pra evitar qualquer frustração, comecei sem expectativas. Terminei com menos ainda. O que será dagora em diante? Ou melhor, SE for, o que será?

Bom, não sei.

Só sei que "férias" é a palavra. É o que há no momento.

Conforme eu já havia previsto, estas estão sendo as duas semanas mais longas da minha vida.
E - como se fosse necessário um motivo assim - na sexta rola bebedeira, vulgo comemoração, pelo fim do semestre na federal. =D
Estou na expectativa pra saber onde eu vou acordar no sábado.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Como é perigoso pôr coisas boas em mãos erradas!
Acho que o Francisco de Oliveira (bem esse mesmo, o cara d'O Ornitorrinco') andou lendo muito Dostoiévski. O cara tenta (limita-se aí à tentativa) explicar economia com frases cheias de apostos e parênteses e considerações/desconsiderações.
Isso te faz reler todo o parágrafo pra poder lembrar o que ele tava querendo (limita-se aí à vontade dele) explicar. Só que mais uma vez o cara não colabora, porque o último parágrafo que eu li ocupa três páginas. o_O

Pensando bem, mesmo se fosse uma edição ilustrada acho que eu não iria enrtender. ¬¬


Só pra não perder o costume: odeio pseudoprofessores de Comunicação e Realidade Socioeconômica e Política Brasileira I.
E odeio ornitorrincos também.

terça-feira, 30 de novembro de 2004

dia cansativo
amanhã promete
pra revitalizar as forças
pra renovar o espírito
eu carecia de pô-lo no colo
apertar pra bem junto de mim
sentir o calor
a vibração
coração com coração
tum.. tum.. tum.. ouve?
sente?
imagina?
sonha?
sentir o arrepio
suspiro sombrio
relaxa só de pensar
traz café
apaga a luz,
liga o som,
deita aqui,
me faz dormir
isso é legião?
foi quase sem querer
quase te pus longe do meu lado
por um momento te fiz em mil pedaços
noutro sentimos juntos o vento no litoral
tínhamos apenas dezesseis
eu dizia 'ainda é cedo'
e você já sabia há tempos
que tudo aconteceria antes das seis
eu sereníssima, você paciente
não foi tempo perdido
perfeição.