sábado, 3 de dezembro de 2005

stranger(s) in the night

exchanging glances wondering in the night what were the chances we'd be sharing love before the night was through..


pq sinatra é o cara.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Martelinhos de uísque, chopp à vontade e umas besteiras.
E mais uísque, só pra não perder o costume.

E no aniversário de uma criatura dócil, daquelas que Dostoievski não conheceu, um presente à altura.

Assim espero ^^

Feliz aniversário, sr. especial!

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Parangolé

Carambola
Meu coração
O olhar dele
Tirou meu chão
Truque de pôquer
Blefar em vão
Valendo um ponto
Cavilação

Carambola
Adstrigente
Formato
Estrela
Um céu diferente
O olhar dele
Tão convincente
Só quero asas
Daqui pra frente

(tatiana cobbett)

Rajada

O pára-quedas
Quando se abriu
Te traiu

Rima secreta
Meu coração
Sim
Partiu

Por obséquio
Da dor
Inconsequência
Do amor

O pára-quedas
Se abriu
E
Me traiu

(tatiana cobbett)

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Acento Agudo

Subiu na cadeira
e colocou a corda
no pescoço.
Uma última olhada
na carta de despedida
presa no espelho
da penteadeira.
Letras caprichadas
escritas com a mesma
tinta
vermelha
com que corrigia as provas
de redação dos
alunos.
Faltava o acento
na palavra suicídio.
Deu um passo à frente
para consertar o erro
e ficou balançando no ar.
Morreu amargurado
com aquela falha.

sergio ribeiro de castro

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

digam 'feliz aniversário' pra frã! \o/







;P

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

plágio ;P

Procura-se um namorado gay.







Um gay hetero, porque eu não vou querer ver ele sofrendo por homens um dia, depois que a gente terminar e virar melhor amigo um do outro.

domingo, 4 de setembro de 2005

hilda..

Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua de estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.
Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida.




é.. acontece.

autodestruição, sabe..

Contabilizando: fígado, pulmões, neurônios, estômago, a imagem, a moral e a reputação.
Pronto. Agora as pessoas já podem me acusar das coisas. E com razão.





¬¬

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

e o Troféu Sem Noção vai para..

tam tam tam taaaaaammmmmm!

¬¬

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

me dá mais um pouco disso
tem gosto de carinho
tem cheiro de flor vermelha
e tem a alvura dos luares
né, srta cecília?

uma coisa boa, sabe..
um tanto ébria
que de tão boa
não sei..

é.. acontece.

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

Entre um café e outro.

Caros leitores desocupados, a srta Lispector já dizia: as palavras são por vezes desnecessárias. Elas mais encobrem do que esclarecem.
Sozinhas, por vezes, morrem sem ter prestado qualquer serviço. Uniões estáveis e harmoniosas garantem a sua sobrevivência. Por isso, talvez, a nossa dificuldade em definir coisas com poucas palavras. Também daí, talvez, a nossa dificuldade em combiná-las conforme nosso gosto. Elas têm quase vida própria.
Neste aspecto, a srta Lispector e eu concordamos: não é muito seguro se envolver com algo que tenha vida própria. Sabe como é..

cleptomania ;P

- O que faz um rapaz aqui, sozinho?
- Espero.
- Espera o quê?
- Espero alguém.
- Hunpf! Espere alguém saber disso!
- Era o que eu esperava...

Dos conceitos..

(...)
Provincianismo não. Acomodação, eu diria. Sedentarismo mental.
Todo anacronismo será castigado!
Mente fértil, quando sã, dá fruto. Se criar raiz, é caso perdido.
É insanidade. É demência.

E tenho dito.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

De volta (parte 2) =)

De volta ao ninho. Frio e hostil, mas é o ninho, sabe como é. Ainda vou enlouquecer com isso.. Mas enquanto isso não acontece (não?), eu vou passeando e aproveitando as férias.
Primeira parada: Blumenau.
Lá, a zebra virou gazela, o equilibrista conduziu a bêbada e a sanidade foi pro brejo, junto com a vaca. Acho que nem mais um resquício. (ok, internas ¬¬)
É nessas horas que eu lembro do Pirandello: a Terra só começou a girar depois que a gente descobriu isso. Antes, isso não fazia a menor diferença e todos eram felizes e ninguém era queimado na fogueira por conta de divergências.
Sabe, vou escrever minhas memórias póstumas. Assim, eu serei chamada, no máximo, de louca.

Sei lá. Divagações. Devaneios. Demência. Dediaedenoite.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

de volta =)

De fato, o mundo surpreende demais. E a receita da sobrevivência é ser pessimista: se você espera o pior, o que vêm é sempre melhor do que o que você esperava. Bastante obvio, não? É.. são bem essas as coisas que eu mais demoro pra perceber.
Acontece =|

No mais, disseram que tenho 'placas' na garganta. E isso parece nojento.
De duas, uma: ou é o início de uma inflamação, ou são aquelas coisas entaladas na garganta que eu levei pra São Pedro, lembram?
Voltei de lá e não pus pra fora ainda. Vai saber, né?
Mas não tão incomodando. Nem as 'placas' e nem as coisas que levei comigo e não pus pra fora. E não devia ser assim. Enfim..

.. idéias soltas. Fecha essa janela e volta ao trabalho, vai!

sexta-feira, 8 de julho de 2005

vou pra são pedro

vou com muita coisa presa na garganta
portanto não me liguem lá porque o interurbano é caro

amo *vocês*

quinta-feira, 2 de junho de 2005

... pior seria se pior fosse.

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Acredite, pois, que fumar ópio e cuspir ódio de nada adianta. Meça a altura do tombo, pode não valer a pena. Controle seus desejos.
Eu não quero isso seja lá o que isso for.

Agora tire o seu piercing do meu caminho que eu quero passar..

domingo, 29 de maio de 2005

...

Sem valor, sim, pois despertara compaixão no camponês. Tanta que diante da nacessidade nem sequer lhe ocorrera a idéia de trocá-la por papéis ou comidas, ou por qualquer coisa que lhe fosse de mais valia naquela hora.
Parecia que faltava parte. Todavia se a parte ali estivesse não mais seria ela. Pra onde apontaria? Quem sabe segurava o manto pesado, que outrora o artista fixou. Quem sabe embalava uma cria. A cria foi-se e levou junto o que lhe era de posse: a extensão do seio. Pudera o próprio artista criador fazer uso da falsa autonomia e dar fim numa parte imperfeita. É sabido que o gesto leve duma afrodite jamais tomaria a devida forma na rude pedra.
Disseram que o milico usou de força para arrancá-la do pedestal. Não porque estivesse fixa ali, mas porque o apaixonado camponês juntou seu peso ao dela. Tanto pesava a pedra mais o camponês, pesava também o coração do coitado depois disso. Peso morto: a pedra e o coração. Levaram-lhe o coração. Deixaram uma pedra no lugar.
Ele acenou. Ela não retribuiu.





Das noites insones...