sábado, 7 de outubro de 2006

VAIDADE é a palavra.

Qual a sua versão?©

domingo, 24 de setembro de 2006

"Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos, ao abri-los ela não mais estará presente com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá; e que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber o fel da dúvida. Oh, sobretudo que ele não perca nunca, não importa em que mundo, não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade de pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma transforme-se em fera sem perder sua graça de ave..."


Ai, de novo essa sensação...

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Cleptomania xD

Para não esquecer de Caio
... e então ao abrir a geladeira, só pude notar aquele pote enorme cheio de morangos vistosos, grandes e bem bonitos de se observar, daqueles para se degustar lentamente, primeiro com os olhos e em seguida deliciar-se com o visual, depois saborear com a mente o gosto de cada um deles, um a um, lentamente.

O desejo de consumi-los inteira e intensamente, parte por parte, era grotesto, quase algo animalesco. Eu os imaginava eternamente dentro de mim, e a idéia soava pitoresca e assemelhava-se à um sonho. Em seguida veio aquele frio na barriga, o medo e ao mesmo tempo a intensa vontade de tê-los a todo custo. Só a idéia me trazia um êxtrase intenso, e consumi-los seria uma passagem só de ida à um nirvana superior, ou algo proximo à ele.

Cada segundo era uma badalada no meu coração que já não aguentava mais a espera, aqueles poucos segundos estavam parecendo se transformar em uma eternidade, que mas tarde viria por se provar verdadeira. Enfim fui chegando mais perto e mais perto, abaixei-me para ver e sentir melhor aquilo que tanto me afligia e me despertava tanto desejo.

A princípio era prazeroso, mas fui olhando mais de perto e com mais atenção, havia algo estranho. Primeiro era no visual, estavam estranhamente esverdeados, cobertos de uma crosta estranha e suja, e um parecia contagiar o outro de tal forma brutal que todos haviam sido maculados - dificil pensar qual deles teria começado tudo aquilo, ou se haviam começado ou se apenas sempre foram assim - com aquela podridão, e assim o que parecia maravilhoso tornou-se pouco a pouco intragável e foi virando lixo, e no lixo me observavam calma e friamente, como se ignorassem o que realmente eram e onde haviam ido parar. Então percebi que não me observavam e sim convidavam e éramos todos perdidos dentro de uma lata, meros morangos mofados.


(Kléderson Bueno - e algumas lembranças encaixotadas)

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

eu assusto as pessoas.
só pode ser isso.


e você, o que me diz?

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

breguices ^^

As muito feias que me perdoem mas beleza é fundamental. É preciso que haja qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture em tudo isso.
Não há meio-termo possível. É preciso que tudo isso seja belo. É preciso que súbito tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser. É preciso, é absolutamente preciso que tudo seja belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços alguma coisa além da carne: que se os toque como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai-e dizer-vos que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e eja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então, nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca fresca (nunca úmida!) e também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas no enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes. Indispensável que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida a mulher se alteie em cálice, e que seus seios sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca e possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de 5 velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas e que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem, no entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Pés e mãos devem conter elementos góticos discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior a 37° centígrados podendo eventualmente provocar queimaduras do 1° grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes e de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e que se coloquem sempre para lá de um invisível muro da paixão que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos, ao abri-los ela não mais estará presente com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá; e que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber o fel da dúvida. Oh, sobretudo que ele não perca nunca, não importa em que mundo, não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade de pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre o impossível perfume; e destile sempre o embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina do efêmero; e em sua incalculável imperfeição constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

'receita de mulher' adaptado - obvia e dubiamente - do vinicius

segunda-feira, 4 de setembro de 2006




vinicius é especial
especial pra mim
pra mim? oh, obrigada
é, pra você
conheço, mas não reconheço
estremeço
arrepio
frio
estio
e eu que gostava tanto da chuva.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

pelo telefone

- Tá. Fala mais dev... Tá. Tá. Só fala mais devagar pra eu te entender. São 4 da madrugada e até dez segundos atrás eu tava dormindo. E você deve estar bêbada, tá falando enrolado.
- Falei o que???
- Ah, sim. Falei.
- Ainda gosto de você, óbvio.
- Não era pra parecer sincero. ERA, de fato, sincero.
- Oras, eu sai porque eu não me sentia bem-vinda na tua vida. Já que não era algo assim, digamos, vital, eu saí e passei a viver só. Você parecia realmente mais feliz. Daí eu não voltei mais.
- Ninguém precisou me dizer nada. Você deixou isso bem claro, lembra?
- E de quanto tempo você precisava? Parece que não me conhece, era só dizer o tempo, que eu esperava, oras. Mania de complicar as coisas...
- Acabou, é? Assim, bem no meio do meu sono? Desculpa, pequena, eu preciso dormir.
- Hm... diga.
- Ah, te deixou? Nossa, que horror, né!
- Sim, eu também falo sério. Eu realmente sinto muito por vocês. Digo, por você. Eu nunca compreendi o que leva uma pessoa a fazer esse tipo de coisa com alguém Ainda mais depois de dizer que te amava e tal. Sinceramente, não entendo.
- Hmm.
- ...
- Tô sim. Tô te ouvindo.
- Uhum.
- Hmm.
- ...
- ...
- Tô te ouvindo.
- Hmm.
- Uhum.
- Ei, pequ... Ei, pequena. É sério. Eu preciso dormir agora.
- Ah, eu senti um pouco no início, mas passou.
- Mesmo.
- Claro que sim, eu já te respondi isso. Não fico dizendo “eu te amo” pra qualquer um por aí.
- Mas ERA sincero!
- Era e é, oras.
- Não. Tô sem ninguém.
- Não.
- Não.
- Ainda não.
- Ah, sim. Uma hora eu tinha que aprender, né! Dizer não nem é tão difícil. Nem dói, vê? Aprendi também a me impor, a não deixar que tomem conta da minha vida e a selecionar o que vale a pena e o que não vale, o que me faz bem e o que não faz. Aaaaah, deixa eu te contar, lembra daquelas coisas que...
- Pequena?
- ...
- Pequena?
- ...

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Dos arquivos

Un conseil pour vous:
Ne me dit jamais "pour tout la vie" si tu pense me quitter bientôt.

Ne me dit jamais "ça va" si tu pense me dire "au revoir".
Ne me dit jamais qui je suis la seulle si tu rêves à d'autre.
Ne me dit jamais qui tu ne veux pas me faire triste si tu le fait.

Un autre conseil - presque un demande:
Ne me dit jamais "je t'aime" si tu ne le pense pas vraiment, oui?

Tu me manque beaucoup et mon coeur est malade.. mais je ne t'oublier jamais.


Dizem que algumas coisas têm data de fabricação e prazo de validade bem definidos e que devem ser respeitados.
Eu discordo, tudo é relativo.

E repito: isso tudo continua em algum lugar indefinido entre o existencialismo sartriano e o ultraromantismo goetheano. E tenho dito.

Físicos e marxistas ortodoxos, não tentem me entender ^^
(Física quântica e Einstein estão fora de discussão, ok? =P)

E se você me entendeu é porque eu não me expressei bem, diria o mestre.

Como vai você?

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Today's fortune:
Strong and bitter words indicate a weak cause


passei a ter medo de orkut, horóscopos e afins.

momento barraqueira

e não me venha com aquela história de "confiança e blablabla" que eu te ponho pra fora daqui a vassouradas!

e tenho dito.

domingo, 23 de julho de 2006

contabilizando...

coração: ficou bem destruido, meio amassado de tanta porrada que levou, meio quebrado, caquinhos muito pequenos de tão estilhaçados - que vão pro lixo - e caquinhos maiores que ainda servem pra alguma coisa, mas dá pra consertar;

ego: preciso de um novo, esse foi perda total;

estômago: finalmente espantei as borboletas que tavam por lá. elas fizeram uma sujeira q vocês não tem noção, viu?! porque, afinal, elas nunca souberam porque diabos alguém as colocou ali. aliás, o alvoroço todo que elas faziam devia ser mesmo pra tentar sair. vai saber. mas tá tudo em ordem por lá também.

fígado: um pouco maltratado, mas saiu ileso, sem maiores danos. acho.

mente: organizada de novo, finalmente!

fora isso, tenho que dar de um jeito no rombo que ficou na conta bancária, algumas marcas roxas pelo corpo e trabalhos atrasados. ah, e tem o super resfriado misterioso que apareceu - provavelmente - em decorrência da incrível baixa no meu sistema imunológico.

nada muito sobre-humano, vê?
no fim foi só mais um acidente.
entre mortos e feridos, a vida segue.

terça-feira, 18 de julho de 2006

sabe, eu consigo rir de quase tudo, menos do que é sério.
simples assim.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

às vezes eu canso de gente interessantemente desinteressante.
às vezes eu canso de porralouquices comportadas.
às vezes eu canso de situações tranquilamente desesperadoras.
às vezes eu canso de dar atenção e receber atenção numa lógica de mão única o.O
às vezes eu canso de funcionar sozinha dependendo vitaliciamente de outréns.
às vezes eu canso de relaxar e curtir.
às vezes eu canso de viver anos em um mês.
ás vezes eu canso de ouvir, ouvir, ouvir...
às vezes eu canso de falar, falar, falar...
às vezes eu canso de sinceridades alcoolizadas.
às vezes eu simplesmente canso. assim, de uma hora pra outra.

tudo me é muito peculiar nesse meu jeito "facil", né?

afe, malditas borboletas no estômago, viu?!

sábado, 15 de julho de 2006

João amava Tereza que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém...

diria o Chico que o jeito é amar toda a quadrilha.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

adoravel indefinição

...
- em algum lugar entre o ultra-romantismo goetheano e o existencialismo sartriano, entende?
- não
- não? então vc entende.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

reciclando sentimentos..

me dá mais um pouco disso
tem gosto de carinho
tem cheiro de flor vermelha
e tem a alvura dos luares
né, srta cecília?

uma coisa boa, sabe..
um tanto ébria
que de tão boa
não sei..

é.. acontece.

(dos arquivos [des]personificados)

sábado, 1 de julho de 2006

Today's fortune:
You are going to have a very comfortable old age

sábado, 10 de junho de 2006

Uma vez um amigo meu me disse que essa coisa de intimidade era uma merda, pq as pessoas não sabem usar isso direito. Essa coisa de ser livro aberto e deixar que todo mundo participe das suas decisões é roubada tbm.

E toda essa coisa de cobrança e satisfações me irritam muito. Muito mesmo.


- vê se eu tenho idade pra isso, né!
- tem sim.
- (suspiro) ¬¬

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Se bem que...

até o teatro tá perdendo espaço pro cinema, vê?
Efemeridades não me atraem tanto. Não tanto quanto atraiam antes.
Pode até desmanchar no ar, virar pó, se misturar a fuligem do ar da cidade. Só não pode ser efêmero na essência, nem vago na poesia. Deve fazer o coração formigar, o sangue balançar e as pernas baterem mais fortes. Deve me deixar confusa e acabar com toda essa caretice.

Experimentações vagas, "arte pela arte", vaidade à venda.. isso não presta.

Mas.. do que eu tava falando mesmo? Ah, de teatro.
É.

E tenho dito!

(ponto)

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Encareitei meeesmo.
De cuidar da saúde, fazer academia todos os dias e controlar a alimentação.
De fazer uma coisa de cada vez e cada uma delas a seu tempo.
De acreditar em "tempo" como a cura pra todos os males e solução para todos os problemas.
De pensar antes mesmo de pensar em agir. E depois de agir também.
De preferir qualidade a quantidade. Em tudo.
De evitar pessoas baixo-naipe.
De evitar o que me faz mal e me dedicar ao que me faz bem.
De fazer valer a pena e esperar retorno de tudo.
De dar retorno para tudo e todos, ainda que negativo.
De levar trabalho pra casa.
De ir a reuniões de condomínio.
De me preocupar com a minha imagem e a minha moral.
De sublimar problemas alheios e dar proporção real aos meus. E resolvê-los sozinha, de preferência.
De finalmente entender por que "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida".
E de saber que não vai ser eterno, posto que é chama, mas que pode ser infinito enquanto durar.

É. Talvez eu não tenha encaretado taaanto assim.
E, veja bem, talvez ter arranjado alguém chamado saudade não seja tããão ruim assim, meu bem.
^^