segunda-feira, 26 de março de 2007
como mágica
respiro
silêncio
palavras em polvorosa
balbúrdia (borboletas)
palavras quietas
sorriso que cala
respiração que fala
além do sem-limites
limite no aquém do limite do além
que vai e leva e vem e volta
e solta
e pede
e faz
a bagunça
satisfaz..
ma-ra-vi-lho-sa-men-te
ausência-presença
da saudade
de eu
e de você
deu - docê
doce
delicado
respiro
suspiro
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
com licença, tenho muito o que fazer ainda.
desculpas pela pressa e obrigada pelo café e pela companhia.
hm.. minha cartola e minha bengala, por favor.
obrigada. e até logo!
(me sinto um chaplin nada chapliniano)
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
das músicas que falam pela gente
e quanto levou foi pra eu merecer
antes de um mês eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei
e ninguem dirá que é tarde demais, que é tao diferente assim
o nosso amor a gente é quem sabe pequena
ah vai! me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia, eu levo essa casa numa sacola
eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê, deve não ser
você me falou pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver eu penso em trocar a minha tv
num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for
e pra nós dois sair de casa já é se aventurar
ah vai! me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona pra te acompanhar
último romance - los hermanos
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
flores, cores e saudades
não menos em ti
com cores, com mar
com o sol e a chuva
com o luar
fazes parte de tudo
do meu sentir
do meu pensar
do meu fazer
dedicar
felicidade, alegria, bem-estar?
não sei definir
e nem como chamar
só sei que é bom, é vital
é luz e brilho
é acordar, é nascer
sem ter porque
nem onde, nem como, nem quando
é bem-querer
chega de saudade
quero festejar
a todos contar
gritar, pular, dançar
abraçar e beijar
viver
de mim pra você
e de você pra mim
meu terno bem passado
riscas de giz e chapéu de lado
já sem a flor na lapela
entreguei-a pra dama mais bela
a dona do meu amor sem-fim
domingo, 21 de janeiro de 2007
nanni: ôpa
x: sabe de alguma coisa pra avaliação do valor de pinturas?
nanni: nem ideia
aliás, era uma coisa que eu queria saber tbm
x: é pela assinatura, dizem =P
ah, o aluno da minha mãe vendeu um quadro por 2.5k
nanni: como assim? 2,5k?
x: dois mil e quinhentos
nanni: sério? o.O
eu quero fazer aulas de pintura, quanto a tua mãe cobra?
x: é
nanni: e ele é um ze ninguem ou é conhecidinho?
x: mas é que ele expõe os quadros no restaurante do pai dele
ele tem paralisia num braço e uns problemas mentais
nanni: ah, isso deve valorizar
x: é
falei pra mãe bater com a cabeça na parede
nanni: qqr hora vou tentar pintar algo com o pé esquerdo ou com a ponta do nariz pra ver se me dão alguma coisa
x: ah, sai daí "meu pé esquerdo"
tem um filme de um cara que pinta com o pé esquerdo, mas ele era todo paralizado mesmo ;P
nanni: e com a ponta do nariz, será que rola?
x: elefantes já fazem isso
(vi na discovery)
nanni: ah, é vero
¬¬
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
faz de tudo pra matar
ai, bendita ignorância
por que foi me abandonar?
pirandello, lanterninha
é sabedoria natural
não se pode ver tudo em volta
não dá outra, faz mal!
pra que servem os sentimentos nobres
e as minhas rimas pobres
se você vai além das palavras daqui?
ai, meu deus, que desespero
eu quero aquele cometa, ali!
quero ver tudo
sentir, ouvir, parir
uma nova sensação
sair dessa, curtir
me mudar pro seu balão
boas intenções
maus comportamentos
ai, meu deus
me dá o discernimento?
não acaba com tudo
não agora
enquanto eu estiver aqui
sem poder te ver nascer na aurora
no fundo, sei que eu tô pirando
tem sentido que tá sobrando
vou me controlar, eu prometo
não expandir mais tanto assim
voltar a centrar em mim
cultivar a sementinha
que mais parece pé crescido
se aproxima o momento
em que todo o meu intento
se dissolve com o vento
e o que sobra, na verdade
é a pura realidade
deslizes, tropeções
evita-los, bem que podia
já que não, quiçá um dia
voltemos a agonia
de tecer a nossa história
nessa distância que judia!
dos resquícios finais da noite (e do dia).. a parte ruim, aquela que ninguém espera pra assistir, terrosa, de mau-gosto e mal-cheirosa.
vai passar, eu sei que vai.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
eu me rendo! eu me rendo!
me dá você pra mim?
chama o grilo e a cigarra
está armada a algazarra
e logo depois da seresta
a gente foge da festa
pegamos o zepelin gigante
igual a nós, flutuante
no fim da rua ladrilhada
(que já é nossa)
o infinito nos aguarda!
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Querido Papai Noel,
O presente que eu quero não tem laço nem fita.
Não pesa, nem incomoda, tem cor e duração infinita.
Preciso de ladrilhos brilhantes e um zepelin flutuante.
Um céu bem azul, um ventinho sul, e uma coruja cantante.
Uma casinha de madeira, com pisos de taco. Uma estátua de baco, um altar, um abrigo.
Se demorar eu não ligo, posso esperar.
Até o dia 27, será que vai dar?
xD
com grãos de café
ameixas e amoras
quitutes divinos..
não vejo a hora!
almofadas, noites ébrias
de peripécia e poesias
ó meu deus, quem diria,
é chegada a hora!
cá, meu coração bate depressa
sim, eu tenho pressa,
mas aguardo
com meu terno amarrotado
de rosa na lapela
riscas de giz apagadas
pelo tempo da espera
me espera no fim da rua?
quando acaba o ladrilho
onde já não há mais brilho
nem fadiga, nem espera
estarei de olhos fechados
nos braços da minha donzela
^^
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
sumi!
um pedacinho que seja
de mim
toque uma música em mi
toque em mim
traga esse pedacinho de mim
esse pedacinho de música
em mi
sumi em meio a mim
sumi em meio ao mi
da música que fala de mim
suminomi
sumiemim
sem mais aliterações e simbolismos, fica um eu te amo escancarado aqui.
pro alguém que é mais mim do que outrém.
pra quem me perdeu em si e me achou em mim.
no mais, sem mais.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
subamos acima,
subamos além, subamos!
acima do além, subamos!
com a posse física dos braços
inelutavelmente galgaremos
o grande mar de estrelas
através de milênios de luz
subamos!
como dois atletas
o rosto petrificado
no pálido sorriso do esforço
subamos acima!
com a posse física dos braços
e os músculos desmesurados
na calma convulsa da ascensão
oh, acima
mais longe que tudo
além, mais longe que acima do além!
como dois acrobatas
subamos, lentíssimos
lá onde o infinito
de tão infinito
nem mais nome tem
subamos!
tensos
pela corda luminosa
que pende invisível
e cujos nós são astros
queimando nas mãos
subamos à tona
do grande mar de estrelas
onde dorme a noite
subamos!
tu e eu, herméticos
as nádegas duras
a carótida nodosa
na fibra do pescoço
os pés agudos em ponta
como no espasmo
e quando
lá, acima
além, mais longe que acima do além
adiante do véu de betelgeuse
depois do país de altair
sobre o cérebro de deus
num último impulso
libertados do espírito
despojados da carne
nós nos possuiremos
e morreremos
morreremos alto, imensamente
imensamente alto!
por vinícius de moraes, se é que é preciso nomeá-lo
e se eu te disser que, apesar de ser um dos meus preferidos, eu nunca entendi esse poema?
e se eu te disser que eu *nunca* pensei que eu fosse capaz de *sentir* esse poema um dia?
que amanhã seja o que for, pq hoje eu sou feliz por isso.
e mais:
gritemos!
gritemos alto
gritemos além, gritemos!
acima do audível,
pra que ningém mais nos ouça
gritemos! mais alto!
mais alto e mais forte!
sussurremos
sim! sussurremos baixo
desenhemos palavras
no ar, na areia, no espelho
espelho?
roma é linda, não é mesmo?
pintemos o sentir
no primeiro zepelim que passar
sussurremos as cores
zepelins cheios de cor
os zepelins voam, você sabia?
seres evoluidos espiritualmente
nós, os zepelins.
sussurremos, mais baixo
mais baixo e mais forte!
sem palavras
com o coração e a mente
de
e finalmente subamos!
subamos alto! mais alto!
=D
medo sim.
fiquemos nos pontinhos.. .. ...
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Ainda chovia lá fora e o café estava vazio. Um casarão antigo no centro da cidade, Central Café, portanto. Outro lugar que você vai conhecer.
Uma brisa leve abriu delicadamente a janela do meu lado, acariciou meus cabelos e saiu encostando a porta atrás de mim.
-Um capuccino e um cigarro, por favor - pedi, com um sorrizinho enviesado, inconfundível. Abobado.
Fiquei pensando se borboletas voam em dias de chuva.
Chegou bem?
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
das músicas que falam pela gente.. (abre aspas ^^)
i dont know where it came from
all i know is i need you in my life
cause you make me feel like i can be a better woman
it's like yesterday, when i didnt even know your name
now today you're always on my mind
i never could have predicted that i'd feel this way..
you are a beautiful surprise!
i believe that we are written in the stars
i dont know what the future hold for us, but i'm living in the moment
so i know my angels brought you to my life
and i didnt even have a choice
you are the reason why i smile
you are a beautiful surprise..
trechos outrora malditos, hoje perfeitos, como nunca antes..
terça-feira, 14 de novembro de 2006
cem palavras
só meias coloridas
meio frio, meio calor
meio cheio ou meio vazio?
tudo bem, meu bem
eu vou também
vou além
do mal e do bem
da presença-ausência-distância da saudade
tá tarde
ou cedo demais
madrugada-manhã
afã
fala comigo e dança?
dorme comigo?
acorda, amigo!
sentimentos nobres
rimas pobres
odes
hades, hás de
sim!!!
assim, ruim, mas em mim
que de tão bom..!
enfim..
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
sobre madrugadas, conversas e drummond
amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a úmida trama.
E para repousar do amor, vamos à cama.
domingo, 12 de novembro de 2006
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
sim, confesso, a sétima arte me é muito atraente.
mas a efemeridade da arte - aquela arte efêmera, em especial - perfeitamente imperfeita expressa nos corpos e coisas e contos que dramatizam a comédia e comediam o drama e musicam os corpos e corporizam a música.
aquela que me leva pra longe e me devolve pra perto de não-sei-o-que-onde-nem-como.
que me engole e me cospe sem dor nem pudor.
que ceia comigo na presença/ausência de baco e dionísio - presença especial de afrodite e apolo. beleza e liberdade e libertinagem.
me falha a memória e a glória. ficam lamentos e descontentamentos e olhos atentos.
solta ao vento.
dança essa valsa comigo, meu amigo?
canta comigo esta cantiga, minha amiga?
pula e salta e dança e corre e morre.
você seria capaz? e se na mesma hora passasse na beira da praia um belo rapaz?
jaz.
paz.
é o vinho. carinho. redemoinho.
pra lá de dom quixote.
o que me resta é a sorte. não nego.
me entrego.
me recebe?
percebe?
eu gosto de você. e você?
terça-feira, 7 de novembro de 2006
nanniland
em nanniland se anda a pé, e bem devagar, por isso a estadia é sempre por tempo indeterminado. nanniland oferece todos os ingredientes para uma estadia confortável e agradável, mas é você quem vai utiliza-los da maneira que preferir (e isso inclui reparar o almoço, pois em nanniland o café da manhã vem pronto na cama). nanniland ainda não pode ser considerada grande, mas está em constante expansão, portanto é necessário ficar atento, mas não muito, pois o sistema de comunicação em nanniland é vasto/variado e eficiente e através de boletins frequentes você fica por dentro do que se passa e pode acompanhar tudo em tempo real. mas se mesmo assim você se perder em nannilad, não se preocupe, pois o lugar não é perigoso. os campos são planos e as estradas são retas. as florestas são um pouco tortuosas e as montanhas são íngremes, como deve ser, mas tudo é perfeitamente superável e transponível. o sol não é tão forte e sempre chove no fim da tarde. tem brisa o dia todo. as temperaturas são imprevisíveis e não se tem resgistro de terremotos ou furações, apenas abalos sísmicos em escala reduzidíssima e com frequência rara.
simples assim.
vamos?